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Ambientalistas contra eco resort junto a lagoa

Seis associações pedem a reprovação do relatório ambiental do empreendimento.

18 de novembro de 2017 às 06:00

Seis associações ambientalistas pediram ao Ministério do Ambiente que reprove o relatório de conformidade ambiental da primeira fase do empreendimento turístico da Praia Grande, em Silves, junto à lagoa dos Salgados, que está a ser comercializado pelo banco BCP como um eco resort.

O projeto, que inclui três hotéis de 4 e 5 estrelas, cerca de 350 unidades residenciais integradas em aldeamentos turísticos e um campo de golfe com 18 buracos, está à venda por 200 milhões de euros.

Segundo a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), uma das associações que pede a recusa do documento juntamente com a Almargem, A Rocha, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, Liga para a Proteção da Natureza e Quercus, o relatório "está ferido de ilegalidades e de considerações erróneas sobre a dimensão de impacte sobre os valores naturais afetados, entrando em conflito direto com as disposições das diretivas Aves e Habitats".

A SPEA diz esperar que o Ministério do Ambiente não aprove um projeto que "entra em conflito declarado com os compromissos assumidos pelo Estado Português" e que "não assegura a correta conservação dos valores presentes na área".

Em 2013, a primeira fase do empreendimento foi sujeita a Avaliação de Impacte Ambiental e aprovada pelo Governo de então, apesar dos protestos que resultaram numa petição que recolheu mais de 34 mil assinaturas.

As seis organizações ambientais interpuseram uma ação judicial que decorre no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé, para anular os atos administrativos que autorizaram o empreendimento.

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