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Correio da Manhã

Portugal
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Ameaça na Ponte 25 de Abril: inquérito arquivado

MP concluiu que o "saco continha vários artigos de roupa de senhora e de criança, não sendo foco de qualquer ameaça".
29 de Maio de 2015 às 19:19
Ponte 25 de abril
Ponte 25 de abril FOTO: Mariline Alves

O Ministério Público (MP) arquivou o inquérito relativo à suspeita da prática de crime de atentado à segurança de transporte rodoviário, por factos ocorridos na ponte 25 de Abril, a 4 de maio, pelas 18h10, foi esta sexta-feira divulgado.

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), a participação da ocorrência descrevia que, por essa hora, na ponte 25 de Abril, no sentido Lisboa-Almada, havia sido visto por um funcionário da Lusoponte um embrulho de plástico, fechado, junto ao pilar principal, quilómetro três.

Através das câmaras de vídeo vigilância foi identificada uma viatura cujo condutor parou na faixa de rodagem, saiu do seu interior e colocou o embrulho na berma da faixa de rodagem, tendo depois abandonado o local na mesma viatura, em direção a Almada, adianta a PGDL.

Por se desconhecer o conteúdo do saco de plástico, a PSP desencadeou, na altura, todos os mecanismos de segurança obrigatórios, interrompendo a circulação rodoviária na ponte 25 de Abril em ambos os sentidos, pelas 19h45 e até ás 20h40, momento em que se assegurou do conteúdo inócuo do saco e ordenou o restabelecimento da circulação, prossegue a PGDL.

Fonte da PSP disse, na altura à agência Lusa, que a ponte foi encerrada ao trânsito rodoviário nos dois sentidos por suspeita de ameaça de bomba, causando grandes filas de carros. A circulação de comboios também foi interrompida.

Na investigação, o MP concluiu que o "saco continha vários artigos de roupa de senhora e de criança, não sendo foco de qualquer ameaça" e que "o proprietário da viatura que parou, saiu do seu interior e colocou o saco na berma da estrada, fê-lo com mera intenção de salvaguardar a segurança dos utentes da via, uma vez que observara o desvio brusco de viaturas por causa do saco na via, e sem atentar nas consequências do seu ato".

Ministério Público Lusoponte Almada PSP ameaça bomba
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