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Correio da Manhã

Portugal
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Ameaças de morte a general

O comandante da Escola Prática da GNR, general Carlos Chaves, anda acompanhado de escolta, em virtude de ter sido ameaçado de morte na sequência da denúncia de “negócios escuros” na unidade que comanda.
14 de Maio de 2006 às 00:00
Escola da GNR
Escola da GNR FOTO: Jorge Godinho
Perante as ameaças, o general pediu ao comandante-geral da GNR, Mourato Nunes, a atribuição de um efectivo de escolta. Assim o militar anda protegido por um grupo de três a cinco homens da Companhia de Operações Especiais da Guarda.
Além disso, o general adoptou algumas medidas especiais de segurança. O CM sabe que Carlos Chaves muda regularmente de viatura e por vezes as matrículas dos automóveis que utiliza são também trocadas. O próprio motorista, que não costuma andar armado, faz-se agora acompanhar constantemente por duas pistolas.
Ao que conseguimos apurar, a jornalista do ‘Expresso’ que denunciou o caso no dia 29 de Abril, Valentina Marcelino, também foi ameaçada.
OFICIAIS EXONERADOS
Antes da divulgação da situação, Mourato Nunes havia ordenado uma auditoria à Escola Prática, a pedido do general Carlos Chaves.
Em consequência das investigações aos alegados “negócios escuros” dois oficiais foram exonerados das funções, os tenentes-coronéis Manuel Pinheiro, presidente do conselho de administração da escola, e João Pedrosa, chefe do serviço de Intendência do Comando-Geral.
Os dois militares estarão envolvidos num esquema de aquisições de equipamento e serviços. As transações, segundo o apurado, terão atingido o valor de um milhão de euros. Além disso, João Pedrosa é sócio de uma empresa a quem Manuel Pinheiro fazia aquisições.
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