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Amianto em Loures leva a protesto de alunos

Cerca de duas mil pessoas fizeram um cordão humano junto ao Centro Comercial da Portela.

11 de outubro de 2019 às 08:55

Cerca de dois mil alunos, pais e professores das escolas Básica 2,3 Gaspar Correia e Secundária da Portela e Moscavide, no concelho de Loures, manifestaram-se ontem contra a existência de amianto (designação comercial utilizada para designar material fibroso que é mecanicamente forte, resistente ao ataque químico e térmico) nos respetivos espaços escolares.

O protesto começou cerca das 09h00, junto às escolas, e prosseguiu, até meio da manhã, com uma caminhada até ao Centro Comercial da Portela, local onde foi formado um cordão humano. Conscientes dos perigos do amianto, seguravam cartazes com frases como: "o amianto mata", "a saúde é um direito básico". Durante o cortejo aproveitaram para gritar "amianto fora, não quero morrer agora".

Os organizadores do protesto - movimentos ESPeloClima e Escolas Sem Amianto (MESA) - exigem ser ouvidos pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

O MESA adiantou que vai entregar, até ao final do ano, uma queixa contra Portugal na Comissão Europeia por inação na remoção de amianto nos estabelecimentos escolares.

Também o vereador da Câmara de Loures responsável pela Educação, Gonçalo Caroço, garantiu ao CM que já fez chegar ao titular da pasta da Educação, que está disponível para colaborar com o Governo na retirada do amianto das escolas.

A presença de amianto nas escolas tem sido denunciada e levado a greves de Norte a Sul do País. Os alunos do Agrupamento de Escolas Augusto Louro, em Paio Pires, no Seixal, por exemplo, têm ido para a escola com máscaras no rosto. 

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