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Correio da Manhã

Portugal
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Amnistia lamenta "espetáculo indigno" de fotos de detenção de fugitivos

Os três detidos são suspeitos de dezenas de furtos a idosos no Grande Porto.
Lusa 20 de Outubro de 2018 às 12:00
Outro dos gémeos (de costas) após ter sido capturado
Advogada dos fugitivos
Hugo Saraiva, conhecido pela alcunha ‘Shevchenko’, à chegada à Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto, na rua dos Bragas
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
Um dos gémeos foi levado em  tronco nu pelos agentes de investigação criminal, ontem ao final da tarde
Outro dos gémeos (de costas) após ter sido capturado
Advogada dos fugitivos
Hugo Saraiva, conhecido pela alcunha ‘Shevchenko’, à chegada à Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto, na rua dos Bragas
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
Um dos gémeos foi levado em  tronco nu pelos agentes de investigação criminal, ontem ao final da tarde
Outro dos gémeos (de costas) após ter sido capturado
Advogada dos fugitivos
Hugo Saraiva, conhecido pela alcunha ‘Shevchenko’, à chegada à Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto, na rua dos Bragas
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
Um dos gémeos foi levado em  tronco nu pelos agentes de investigação criminal, ontem ao final da tarde
A Amnistia Internacional condenou este sábado a divulgação de fotografias do momento da detenção de arguidos que tinham fugido das instalações do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, lembrando que humilham as pessoas e nada acrescentam ao processo em curso.

Em declarações à agência Lusa, o diretor executivo da Amnistia Internacional Portugal, Pedro Neto, "lamentou muito" a divulgação das fotografias dos suspeitos no momento da detenção.

"Não acrescenta nada ao processo de justiça que está a ser realizado. Esta fotografia não acrescenta nada, pelo contrário, humilha as pessoas e fere-as na sua dignidade humana", afirmou o responsável da secção portuguesa da organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI).

A Amnistia em Portugal congratula-se com a "recaptura dos suspeitos e a sua devolução ao processo judicial" e lembra que em Portugal é o tribunal o órgão que faz justiça, no caso de haver condenação.

"Tudo o resto é espetáculo e é indigno", lastimou.

Por outro lado, a AI realça a forma como a "polícia agiu", em que a recaptura dos suspeitos aconteceu "com discrição, sem incidentes, sem feridos", considerando que é sinal de "um bom trabalho das forças de segurança publica".

Pedro Neto entende ainda como positivo que o Ministério da Administração Interna tenha determinado a abertura de um inquérito à divulgação das fotografias.

Também a PSP mandou abrir um inquérito sobre o mesmo assunto.

Os três homens detidos na sexta-feira a meio da tarde, num parque de campismo em Gondomar, tinham fugido do tribunal na quinta-feira à tarde, depois de um juiz de instrução lhes ter decretado prisão preventiva.

Os três são suspeitos de dezenas de furtos a idosos no Grande Porto.

Após a fuga, as autoridades policiais desencadearam uma operação de captura, alertando então que os foragidos eram considerados perigosos e estavam "potencialmente" armados.

Nas fotografias, que estão a ser divulgadas por vários órgãos de comunicação social, é possível ver os homens no momento da detenção, já algemados, sentados no chão.
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