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Correio da Manhã

Portugal
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Ordem dos Advogados manifesta "total repulsa" pela divulgação de fotografias da detenção de foragidos

Fugitivos foram detidos na sexta-feira, pelas 17h30, num parque de campismo em Gondomar.
20 de Outubro de 2018 às 00:14
Imagens mostram momento da captura dos foragidos
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
Imagens mostram momento da captura dos foragidos
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
Imagens mostram momento da captura dos foragidos
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
Gémeos detidos por assaltar idosos com martelos fogem de Tribunal do Porto
A Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados manifestou na sexta-feira à noite "total repulsa" pela divulgação das fotografias da detenção de três homens que tinham fugido do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

Contactado pela agência Lusa, o vice-presidente da Comissão, João Barroso Neto, fez uma primeira reação, "sem prejuízo de tomada de posição mais desenvolvida, em breve".

Aquele órgão colegial manifestou "total repulsa por qualquer demonstração e/ou imagem que ponha em causa a dignidade da pessoa humana".

Questionado sobre se a entidade irá desencadear alguma ação sobre o caso, o vice-presidente da Comissão disse que eventuais medidas serão "ponderadas".

Nas fotografias, que estão a ser divulgadas por vários órgãos de comunicação social, é possível ver os três homens no momento da detenção, já algemados, sentados no chão.

Os três suspeitos de dezenas de furtos a idosos no Grande Porto fugiram do TIC na quinta-feira à tarde, depois de um juiz de instrução lhes decretar prisão preventiva.

Após a fuga, as autoridades policiais desencadearam uma operação de captura, alertando então que os foragidos eram considerados perigosos e estavam "potencialmente" armados.

Na sequência da divulgação das imagens, o ministro da Administração Interna determinou a abertura de um inquérito às circunstâncias em que ocorreu a fuga dos três homens, e sobre a divulgação de fotografias das suas detenções.

A PSP também já tinha anunciado a abertura de um inquérito para apurar "se houve, ou não, falhas" policiais na fuga dos três detidos, bem como um outro inquérito sobre a divulgação de fotografias no momento da detenção.

Os arguidos são dois irmãos gémeos, de 35 anos, mais um cúmplice, de 25, com antecedentes criminais, que foram presentes ao juiz de instrução depois de terem sido detidos em flagrante delito na terça-feira em Baguim do Monte, no concelho de Gondomar.

Os três homens foram detidos na sexta-feira, pelas 17h30, num parque de campismo em Gondomar, tendo em sua posse 40 mil euros em notas de 500 euros.

MAI abre inquérito 
O ministro da Administração Interna determinou esta sexta-feira a abertura de um inquérito às circunstâncias em que ocorreu a fuga de três homens do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto e sobre a divulgação de fotografias das suas detenções.

"O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, determinou à Inspeção-Geral da Administração Interna a abertura de um inquérito sobre as circunstâncias em que ocorreu a fuga de três arguidos das instalações do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, bem como sobre a divulgação de fotografias da posterior operação de detenção dos mesmos", disse à agência Lusa fonte oficial do Ministério da Administração Interna (MAI).

A PSP também já tinha anunciado a abertura de um inquérito para apurar "se houve, ou não, falhas" policiais na fuga dos três detidos, bem como um outro inquérito sobre a divulgação de fotografias no momento da detenção.

"O diretor nacional da PSP mandou instaurar um processo de inquérito para averiguar a divulgação das fotografias, que será efetuado pela Inspeção Nacional da PSP", disse à agência Lusa Alexandre Coimbra, diretor de relações públicas da PSP.
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