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Artigo exclusivo

Pacto de silêncio e medo entre refugiados curdos do Irão

No campo de refugiados iranianos mais antigo do Curdistão iraquiano, idosos definham sem esperança de voltar ao seu país.

17 de março de 2026 às 01:30

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Kawa é o maior campo de refugiados iranianos no Curdistão
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De um lado da estrada poeirenta há um pastor tranquilo que observa o rebanho que busca alimento onde quase só há terra. Do outro, o bazar fervilha em lume brando. É Ramadão e quase todos se deitaram tarde na noite anterior. A vida em Erbil, no coração do Curdistão iraquiano, volta ao normal a meio da tarde e o campo de Kawa não é exceção. No campo de refugiados iranianos mais antigo do Curdistão iraquiano, onde os idosos definham sem esperança de voltar ao seu país, o silêncio é lei e o medo estado de espírito. Circular por aqui é mergulhar na desconfiança de quem denuncia o forasteiro, quando são feitas as primeiras perguntas que não terão resposta. Batemos numa porta, noutra mais adiante. Silêncio. Interpelamos uma família que observa o passar do tempo sentada à entrada da casa que já foi barraca construída pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Não sabem se há novos refugiados a chegar e também não querem saber. Questionados sobre se voltarão ao Irão caso o regime mude, viram a cara e pedem para sairmos. Em Kawa respira-se medo. A hospitalidade curda já não mora aqui.

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