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Anarquista ataca marcha contra o aborto com 'cocktail molotov'

PSP deteve suspeito e apreendeu garrafa com líquido inflamável. Outros três homens foram constituídos arguidos.

23 de março de 2026 às 01:30

A 'Marcha pela Vida' que decorreu este sábado, em Lisboa, podia ter terminado em tragédia devido a um ataque com um 'cocktail molotov'. Valeu a inépcia do autor e a rápida intervenção da PSP, que deteve o suspeito. Estará ligado a grupos anarquistas.

A situação ocorreu pelas 16h00, quando cerca de 500 pessoas se manifestavam contra o aborto e a eutanásia junto à Assembleia da República. Um grupo de quatro homens que passou pelo local e um deles arremessou um engenho incendiário improvisado contra a multidão. Tratava-se de uma garrafa de vidro com um líquido inflamável (alegadamente gasolina) no interior e tecido, vulgarmente designado por 'cocktail molotov'.

Segundo fontes policiais, o engenho acabou por embater no solo junto de um grupo de manifestantes, não tendo deflagrado no momento do impacto, circunstância que evitou consequências potencialmente mais gravosas, embora tenha gerado um clima de alarme e perturbação no local.

O homem, de 39 anos, foi logo detido. Os outros três foram apanhados por polícias numa rua próxima poucos minutos depois. O principal suspeito será presente a tribunal, os outros foram libertados após serem consituídos arguidos.

O grupo está conotado com grupos anarquistas que fizeram uma pequena contra-manifestação

Em resultado da ação, algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável, tendo ficado com a roupa impregnada com uma substância que apresentava forte odor a gasolina.

Este ataque já provocou reação do Patriarca de Lisboa e do ministro da Administração Interna. "Não toleramos qualquer forma de extremismo violento e continuaremos a agir com firmeza para o prevenir e combater, garantindo a segurança e a defesa dos valores democráticos. A pronta intervenção da PSP merece claro reconhecimento, evidenciando a eficácia e o profissionalismo na proteção dos cidadãos", afirmou Luís Neves.

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