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Correio da Manhã

Portugal
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Apanha de polvo com forte quebra

A lota de Tavira, que inclui a delegação de Santa Luzia, foi a que registou a maior quebra de pescado a nível nacional, nos três primeiros meses deste ano, segundo o boletim Datapescas, da Direcção-Geral das Pescas e Aquicultura. Uma situação que resulta, sobretudo, da escassez de polvo.

3 de Junho de 2011 às 00:30
Grande parte da comunidade piscatória do concelho de Tavira depende da captura de polvo
Grande parte da comunidade piscatória do concelho de Tavira depende da captura de polvo FOTO: Luís Costa

Os dados mostram uma redução de 63,9% em comparação com igual período de 2010, tendo o volume de pescado vendido descido de 528,8 para 191,1 toneladas.

Neste concelho, em especial em Santa Luzia, a captura de polvo assume um papel essencial para a comunidade piscatória, pelo que a redução das capturas está a gerar dificuldades.

"Há pescadores que mal ganham para pagar o combustível", garante o presidente da Associação de Armadores e Pescadores local. Leonardo Diogo diz que a subida do preço do polvo, na ordem dos 55%, não chega para colmatar a quebra nas capturas. Este dirigente defende ainda "um defeso para a espécie", mediante o pagamento de "um subsídio aos pescadores". E afirma-se contra o facto de ter sido autorizada, este ano, a utilização de caranguejo como isca, por entender que é prejudicial para os recursos.

Nas restantes lotas algarvias, apenas Lagos registou uma descida, de 22,7%. No conjunto da região, houve um aumento global da quantidade de pescado na ordem dos 16%.

TAVIRA POLVO LOTA
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