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Apanha 11 anos por morte brutal

Bruno matou João Conceição, na Mealhada, por ciúmes, após ver o padeiro com outro homem. Tribunal desqualificou crime. Pai da vítima ficou revoltado.

29 de novembro de 2014 às 16:46

Onze anos de prisão foi a condenação aplicada ontem pelo Tribunal de Aveiro a Bruno Correia, um pastor de 26 anos, pelo homicídio de um padeiro, João Conceição, de 35. O arguido, residente na Mealhada, tem imputabilidade diminuída, por sofrer de ligeiro atraso mental, um dos fatores que serviu para o coletivo de juízes desqualificar o crime e desagravar a pena. Já o pai da vítima – assistente no processo – afirma que 11 anos são insuficientes para reparar a morte do filho.

"Não é pena que se dê a um assassino que matou um jovem que não fazia mal a ninguém", afirmou, à saída da audiência, Jorge Conceição.

O crime ocorreu a 15 de dezembro de 2013, na Cova d’Areia, uma conhecida zona de prostituição da Mealhada. Bruno Correia justificou em tribunal que matou João Conceição por ciúmes, depois de o ter visto no carro com um outro homem. "Chamei-o, fomos para junto das vinhas, ele recusou fazer sexo comigo depois de estar com o outro, e eu, com os ciúmes, perdi a cabeça e matei-o", afirmou durante o julgamento. Os relatórios psiquiátricos concluíram que Bruno tem um défice cognitivo – tal como a vítima –, por isso, tem uma menor capacidade de controlo, explicou a juíza que presidiu ao coletivo.

O pastor confessou que agrediu João Conceição com murros e, depois, quando este já estava caído, pontapeou-o e bateu-lhe com uma estaca na cabeça. Por fim desferiu-lhe uma facada no abdómen. Santinho Antunes, advogado de defesa, pondera recorrer da decisão.

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