Em relação ao mesmo período de 2025, este ano arderam menos 187.046 hectares (73,5%) e deflagraram mais 434 incêndios (6,7%).
A área ardida este ano é a quinta mais elevado da década, diminuindo cerca de 73% em relação a 2025, mas os incêndios aumentaram quase 7%, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Floresta (ICNF).
O último relatório do ICNF, referente ao período de 01 de janeiro a 31 de agosto, indica que ocorreram 6.910 incêndios rurais que resultaram em 67.130 hectares (ha) de área ardida, entre povoamentos (30.123 ha), matos (30.682 ha) e agricultura (63.25 ha).
"Comparando os valores do ano de 2026 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 15% de incêndios rurais e menos 25% de área ardida relativamente à média anual do período", precisa o ICNF, destacando que 2026 apresenta, até 31 de agosto, "o sexto valor mais elevado em número de incêndios e o quinto valor mais elevado de área ardida desde 2016".
Em relação ao mesmo período de 2025, este ano arderam menos 187.046 hectares (73,5%) e deflagraram mais 434 incêndios (6,7%).
Segundo o documento, cerca de um terço dos incêndios verificados este ano e investigados tiveram como causa queimas e queimadas, seguido de incendiarismo (19%) e os reacendimentos representam 9%, um valor ligeiramente inferior face à média dos 10 anos anteriores (11%).
O ICNF dá conta de que já foram investigados 6.024 incêndios do total de 6.910 fogos rurais verificados.
Os dados provisórios mostram também que, até 31 de agosto, se registaram 68 grandes incêndios, que são aqueles com uma área ardida igual ou superior a 100 hectares, e que resultaram em 55.370 hectares de área ardida, representando cerca de 82% do total da área ardida.
Os maiores incêndios do ano foram os de Vouzela (Viseu), que deflagrou no início de julho e consumiu 12.804 hectares, e Valpaços (Vila Real), que ocorreu no fim de julho com 11.619 hectares queimados.
O ICNF salienta que, até à data, o maior número de incêndios ocorreu em julho, com 1.571, correspondendo a 23% do número total registado no ano, sendo também neste mês que ardeu mais área, 37.119 hectares, representando 55% do total.
Segundo o relatório, os distritos com maior número de incêndios este ano são Porto (1088), Braga (668) e Vila Real (630), mas são maioritariamente de reduzida dimensão e não ultrapassam um hectare de área ardida.
Já o distrito mais afetado pelas chamas em área ardida é Vila Real com 16.794 hectares, cerca de 25% da área total, seguido de Bragança, com 13.084 hectares (19% do total), e de Viseu, com 8526 hectares (13% do total).
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