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Argelino expulso a meio da noite

O argelino Sofiane Laib, suspeito de ligações a terroristas, foi expulso do País por elementos do Serviço de Estrangeiros de Fronteiras (SEF) na madrugada de sábado, dois dias antes de terminar a sua pena de três anos e meio de prisão por falsificação de documentos.

02 de outubro de 2006 às 00:00

“O Sofiane foi arrancado da cela às quatro da manhã de sábado por elementos do SEF, que lhe disseram – “vens a bem ou a mal”. Disseram-lhe para ficar caladinho, se não tinham de o “armodaçar”, salientou ao CM Florinda Baptista, advogada do argelino, acrescentando: “No aeroporto estavam homens armados à espera dele. Foi colocado num pequeno avião e acompanhado por três elementos do SEF até Madrid.”

Florinda Baptista garantiu ao nosso jornal que foi o próprio Sofiane a contar-lhe o sucedido, já que conseguiu contactar com ele no sábado de manhã, quando se encontrava em Madrid.

“Depois disso nunca mais consegui falar com ele. Não sei onde ele está, sei que não está na Argélia. Já contactei com vários órgãos e ninguém diz nada”, referiu a advogada.

Acrescentou que não pendia sobre Sofiane qualquer ordem de expulsão, a qual foi suspensa no dia 28 de Setembro, e que, segundo o mandado de libertação, o argelino só devia sair do estabelecimento prisional anexo à PJ à meia-noite de hoje.

Ainda segundo a advogada, Sofiane encontrava-se em situação ilegal no País, pelo facto do seu visto ter entretanto caducado. No entanto, só depois de ser libertado seriam conhecidas as medidas de coacção a aplicar, salientando que, por esta razão, “o tribunal decidiu que ele tinha de ficar em Portugal”.

Sofiane Laib, actualmente com 27 anos, foi detido em Lisboa em Abril de 2003 e julgado no Tribunal da Boa-Hora um ano depois.

Fonte do SEF disse ao CM que “este afastamento foi feito em conformidade com o que está previsto na lei e é habitual fazer nestas situações”. Acrescentou que a expulsão foi feita em coordenação com o Tribunal de Execução de Penas e os Serviços Prisionais.

CONHECEU MOHAMMED ATTA

Apesar das suspeitas da PJ, a ligação de Sofiane à ‘Célula de Hamburgo’ da al-Qaeda, responsável pelo ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001 nos EUA, nunca foi provada em tribunal. Nem a PJ nem o Ministério Público conseguiram reunir provas para sustentar a acusação de terrorismo.

Sofiane chegou a confessar às autoridades portuguesas ter conhecido em Hambrugo Mohammed Atta, um dos principais terroristas do 11 de Setembro, mas sempre disse estar inocente. Deste processo foi extraída pelo Ministério Público uma certidão que permitiu à PJ continuar a investigar supostas ligações de Sofiane ao terrorismo, já que o argelino foi apontado como “acompanhante” de um homem detido no Reino Unido por alegada participação em crimes do género e era suspeito de fornecer documentos falsos a terroristas.

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