Correio da Manhã
JornalistaEx-mulher de Luís Lello de Almeida garante que não tinha ligação ao PS
Fala de seguida Ângela Rodrigues, ex-mulher de Luís Lello de Almeida, casada com o empresário aquando do contrato celebrado entre a Motupróprio e o grupo Lena em 2011.
Confirma que chegou a conhecer José Sócrates, mas nega qualquer ligação partidária. "Estive uma ou duas vezes em eventos ligados ao PS. Mas não tinha ligação ao PS. O meu ex-marido era filho de uma pessoa do PS", referindo-se ao antigo ministro José Lello, que morreu em 2016. Ângela Rodrigues disse em tribunal não conhecer Carlos Santos Silva ou Joaquim Barroca.
Diz que o ex-sogro falava do antigo primeiro-ministro em conversas familiares. E confirma que fez uma sociedade conjunta com o ex-marido.
É questionada sobre se contribuiu com algum valor para o capital da sociedade. "Éramos casados em comunhão de adquiridos. Seria dinheiro nosso. A empresa funcionava no Porto, na nossa residência. Tínhamos escritório em casa. Essa empresa foi constituída pouco tempo antes da nossa separação. Éramos só os dois". Ângela Rodrigues diz que Luís Lello tinha uma empresa em nome próprio, mas afirma não saber se José Lello interveio na criação da empresa.
"Não quero ser alvo de quaisquer queixas": Francisco Mendonça Tavares recusa prestar depoimento
"Tudo o que puder esclarecer enquanto informação pública esclareço, não quero ser alvo de quaisquer queixas ou seja disciplinares, criminais, etc. São sobre essas matérias. Recuso a prestar depoimento. Aquilo que irei fazer é um requerimento a ordem dos advogados. No âmbito deste processo querem que fale do processo de Kanhangulo e Vale de Lobo", disse Francisco Mendonça Tavares, advogado de Hélder Batalha, durante a sessão.
"O processo ficou parado": Nuno Coutinho sobre compra de empreendimento mobiliário. São mostrados emails do grupo Lena
Ainda sobre o empreendimento Kanhangulo, são mostrados emails emitidos por João Dias a dizer que estão disponíveis para a concretização do projeto até ao dia 16 de dezembro de 2011. Questionado sobre o que lhe foi incumbido neste processo, Nuno Coutinho refere que lhe foi feito o pedido para ver se tinha interesse de fundo.
"Quem é que fez a solicitação para integrar este processo negocial? Tem memória?", é questionado. "Foi o doutor Henrique Resina, assessor da administração. Quando manda alguma coisa parti do princípio que está articulado com os administradores", referiu Nuno Coutinho.
A sessão prossegue e são mostrados emails entre pessoas do grupo Lena.
"Fala-se aqui que se reuniu consigo e que o senhor não teria este dossier consigo. Pergunto lhe se traz alguma memória. Se terá ficado com este bebé nas mãos, passo a expressão?"
"O moncada era um imóvel nosso. Havia imóveis que vinham da parte do Besa. Ao contrário do que está escrito era que viessem em condições. Pelos no sitos estavam à espera que fosse eu a tratar. A ideia que tenho é que o processo ficou parado", garantiu a testemunha.
Questionado sobre se conhece Afonso Rosa, Nuno Coutinho responde que se lembra "perfeitamente". "Ele foi substituir o João Dias e depois o João Taveira, que me vendeu o Moncada [empreendimento]", apontou.
"Por que é que baseado nesse princípio levaria ao banco comprar o imóvel quando não quereria comprar?", é questionado.
"A data da escritura foi em 2012. Fiquei tão surpreso. Não tenho explicação. Algo se deve ter passado que me impediu de comprar. Ricardo Gavião era o meu jurídico. Por isso algo se passou. Pode ter acontecido muita coisa. Podiam estar pessoas a viver. Estou a dar um exemplo. Alguma coisa se passou e nós não compramos, mas surpreende me o banco ter comprado", responde Nuno Coutinho.
Questionado sobre se teria ideia do porquê de o grupo Lena querer vender os imóveis em causa, a testemunha responde que acredita que "por falta de liquidez muitas empresas em 2006 e 2010 começaram a investir em empresas de construção" para, depois, "despacharem imóveis".
Nuno Coutinho diz não conhecer Santos Silva nem o antigo primeiro-ministro José Sócrates
Começa a ser ouvido Nuno Coutinho, gestor de investimento. A testemunha começa por dizer que conhece Ricardo Salgado, mas nega conhecer Santos Silva ou o antigo primeiro-ministro José Sócrates. No que toca à Besactif, uma sociedade baseada em Angola e associada ao Banco Espírito Santo Angola, a testemunha refere que reportava as ações a Álvaro Sobrinho, o antigo presidente.
"Não me lembro de ter tido participação do imóvel nessa zona numa rua exatamente com o mesmo nome. Em 2007 quando fui inquirido perguntaram me sobre um imóvel nessa rua. Se tínhamos comprado esse imóvel. Eu digo que não. Devo saber certamente que foi comprado pelo BESA. Não tenho memória dos contornos do negócio", refere quando questionado sobre o Kanhangulo, um empreendimento mobiliário.
Segundo a acusação, onegócio imobiliário foi utilizado para fazer entrar cerca de 8 milhões de euros no circuito financeiro de Carlos Santos Silva, um amigo e colaborador de José Sócrates.
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