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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Atropelado na A8 após discussão

Estava a festejar os 33 anos, que completava ontem, mas, por razões desconhecidas, discutiu com a companheira e abandonou, a pé, a estação de serviço de Óbidos na A8, onde tinha parado cerca 03h00 da madrugada de ontem. Foi atropelado depois de atravessar a faixa de rodagem e o separador central. O corpo foi trucidado por vários carros que lhe passaram por cima.<br/><br/>

16 de julho de 2012 às 01:00

Luís Manuel Mendes Trindade, residente em Casal Teodoro, Alvorninha, nas Caldas da Rainha, tinha jantado num restaurante da cidade e estava com a companheira, com quem vivia e tinha um filho de nove anos. Alguns amigos juntaram-se ao casal e pararam para abastecer naquela estação de serviço, no sentido Norte-Sul.

Foi na cafetaria, para onde o grupo se dirigiu, que a noite começou a ganhar os contornos do desfecho fatal. Luís Trindade ter-se-á zangado com a companheira e resolveu deixá-la no carro e ir-se embora a pé, apesar de estar numa auto-estrada e a dois quilómetros das Caldas da Rainha.

Segundo fontes contactadas pelo CM, Luís mostrou--se "algo confuso, voltando para trás para procurar a carteira, que tinha deixado na casa de banho da cafetaria". Mas nada o demoveu da decisão de abandonar o local a pé. Ainda percorreu cerca de um quilómetro em direcção às Caldas da Rainha. Mas foi quando passou o separador central que foi atingido por vários carros que seguiam no sentido Sul-Norte.

"O condutor que deu o alerta disse que parecia que tinha passado por cima de algo de borracha", relatou um elemento da equipa de socorro, que ficou chocado com o cenário que encontrou na via. "Foi horrível, foi brutalmente atropelado", descreveu.

O cadáver foi removido pelos Bombeiros de Óbidos e transportado para o Gabinete Médico-Legal de Torres Vedras, onde deverá ser autopsiado ainda durante o dia de hoje.

COLECTIVIDADE DE LUTO POR "FILHO DA TERRA"

Na vivenda onde Luís Trindade vivia com a companheira e o filho, e que partilhava com os pais, o ambiente era ontem de dor. Luís Mendes trabalhava numa empresa de transporte de inertes em Lisboa. "Ele era um rapaz pacato e tinha muitos amigos", apontou Álvaro Barros, que conhecia a vítima.

A colectividade de Chãos, que era frequentada por Luís, decidiu fechar ontem, afixando um ofício em que anunciava que o motivo era "o falecimento de um filho da terra".

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