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Autarca de Pedrógão Grande recusa falar ao tribunal

Valdemar Alves diz que não há acusação formulada contra si.

12 de março de 2019 às 08:53

O Presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, esteve esta segunda-feira no Tribunal de Leiria para ser ouvido como arguido no processo relativo ao incêndio de junho de 2017, mas recusou prestar depoimento.

Disse que "não há acusação formulada pelo Ministério Público" contra ele e o seu advogado de defesa disse que "não há legitimidade" para ter sido constituído arguido.

Magalhães e Silva, defensor de Valdemar Alves, recorreu da decisão do juiz de instrução, que aceitou sentar o autarca no banco dos réus, junto com os autarcas dos concelhos vizinhos, na sequência do requerimento de uma vítima do incêndio, assistente no processo.

Na quarta sessão da instrução do processo, foi inquirido o arguido José Graça, que na altura era vice-presidente da Câmara de Pedrógão Grande.

O ex-autarca contou que os pelouros da defesa da floresta contra incêndios e da proteção civil eram da responsabilidade de Valdemar Alves.

"Eu não tinha qualquer competência nessa área, só tomava conta da floresta que era do município, não tinha competências delegadas", afirmou.

Ontem foi ouvido ainda o arguido Fernando Lopes, que era presidente da Câmara de Castanheira de Pera.

O ex-autarca descreveu os trabalhos de limpeza da cobertura herbácea e arbustiva e de gestão de combustível que eram feitos, de acordo com o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, em vigor desde 2011.

A instrução prossegue dia 26 com a inquirição, como perito, do professor Xavier Viegas.

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