Um dos aviões esteve inoperativo 14 dias na sequência de um problema no motor que motivou uma amaragem no rio em Ferreira do Zêzere.
As duas aeronaves Canadair contratadas para o combate a incêndios estiveram inoperacionais 17 dias desde 01 de julho, a que acrescem períodos de inatividade pontuais, revelou esta quinta-feira à Lusa fonte da Força Aérea Portuguesa (FAP).
"Desde 01 de julho até à presente data, uma das aeronaves esteve inoperativa 14 dias completos na sequência de um problema no motor que motivou uma amaragem no Lago Azul, em Ferreira do Zêzere, aos quais se juntaram períodos variáveis de inoperatividade registados em cinco dias diferentes para a resolução de anomalias ou decorrentes de limitação de fornecimento de combustível e, por fim, o inoperativo registado desde ontem [dia 10] para resolução de uma anomalia", afirmou fonte da FAP numa resposta escrita.
Ainda segundo a mesma fonte, "a outra aeronave esteve três dias inoperativa para manutenção programada, aos quais se juntam períodos de inoperatividades de duração variável registados em cinco dias para resolução de anomalias da aeronave".
O pedido de informação da Lusa surgiu na sequência de as duas aeronaves, modelo CL 215-1A10, terem estado inoperacionais na quarta-feira quando continuava ativo o incêndio na Serra da Estrela, situação justificada pela Força Aérea Portuguesa "por motivos de manutenção, uma delas manutenção programada inadiável, a outra para resolução de uma anomalia".
De acordo a fonte, o Canadair CL215 é "um avião anfíbio desenvolvido especialmente para o combate aos incêndios rurais", tendo "uma capacidade de mais de 5.000 litros, distribuídos por dois depósitos".
"O CL215 é dotado de duas comportas de descarga de água, as quais podem ser abertas simultaneamente, individualmente ou em sequência, a partir da cabine. Também da cabine, é possível introduzir, a partir de dois depósitos de 300 litros de espumífero, diferentes concentrações nos depósitos de água e misturá-lo durante o voo", explicou a fonte da FAP.
Estas aeronaves distinguem-se por serem as que, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), "apresentam a maior capacidade de descarga (mais que 5.000 litros), terem uma autonomia de três horas e poderem realizar 'scooping' em rios, estuários, barragens, lagos ou no mar".
'Scooping´ é a manobra de reabastecimento de água num plano de água por parte de um avião anfíbio de combate aos incêndios rurais, esclareceu.
A Força Aérea acrescentou que "realiza a gestão dos 60 meios aéreos afetos ao DECIR", sendo que "à hora da preparação desta resposta, apenas um Canadair está inoperativo por motivos de manutenção, com estimativa de ficar operativo ainda no decurso do dia de hoje".
O incêndio deflagrou às 03h18 de sábado, na localidade de Garrocho, freguesia de Cantar-Galo e Vila do Carvalho, no concelho da Covilhã (distrito de Castelo Branco), e alastrou para Manteigas, Gouveia, Celorico da Beira e Guarda (Guarda).
Esta quinta-feira, às 18h35, estavam no terreno 1.593 operacionais, apoiados por 491 viaturas e nove meios aéreos, segundo o sítio na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
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