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Barcarena e Cacém até 2012

As obras de melhoramento das estações de Massamá-Barcarena e do Cacém, na linha de Sintra, deverão estar concluídas até ao final de 2012. Estas são, pelo menos, as expectativas da Rede Ferroviária Nacional (Refer), que anunciou o início dos trabalhos para 2008.

06 de dezembro de 2006 às 00:00

De acordo com a Refer, estes melhoramentos estão abrangidos no projecto de quadruplicação da via ferroviária até ao Cacém. Esta empreitada inclui a quadruplicação da linha de Sintra, entre a estação de Monte Abraão e o Viaduto de Cacém-Meleças.

A realização destas obras está sujeita a concurso público, que será lançado até ao final do primeiro trimestre de 2007. Uma vez que os projectos ainda estão em fase de conclusão, não é possível calcular os custos finais dos trabalhos.

No que diz respeito à estação de Massamá-Barcarena, a remodelação implica a construção de um novo edifício de passageiros, com áreas comerciais, além de um novo interface de transportes públicos e, sob este, um silo para estacionamento.

A estação do Cacém, por sua vez, também receberá um novo edifício de passageiros enterrado e a renovação do sistema de acessos viário e pedonal circundante. Está ainda prevista a construção de um interface rodoferroviário, além de um silo, em altura, para estacionamento, adianta a Refer.

As obras de alargamento da linha de Sintra são, há muito, exigidas pela população local que apenas tem como alternativa ao comboio, para chegar a Lisboa, o IC19. Esta é a estrada mais congestionada da Europa, onde circulam aproximadamente 150 mil viaturas por dia.

Segundo informação da Refer, a quadruplicação da via na linha de Sintra encontra-se estabelecida desde Setembro de 1999, com a conclusão dos empreendimentos de Santa Cruz, Damaia e Reboleira até à estação da Amadora, cuja remodelação havia sido concluída em 1995.

Desde Maio de 2002, encontra-se em funcionamento a quadruplicação da linha de Sintra até Monte Abraão, onde está incluída a Estação de Queluz-Belas.

UTENTES CULPAM GOVERNO POR MORTES

A Comissão de Utentes da Linha de Sintra (CULS) voltou ontem a responsabilizar este e anteriores governos pelas mortes verificadas na Linha Ferroviária de Sintra, provocadas pelo atravessamento das linhas de comboio em Massamá-Barcarena e Agualva-Cacém. Através de um comunicado, a CULS explica que marcou presença num debate sobre a linha de Sintra, onde estiveram o ministro dos Transportes, o presidente da Câmara de Sintra e a Comissão de Utentes do IC19, mostrando estranheza ao constatar que Mário Lino “pouco se referiu à situação vivida na linha de Sintra”. Os principais pontos levantados pela CULS são a conclusão da modernização da Linha Ferroviária de Sintra e as disparidades existentes na utilização do passe social. Neste caso, os utentes alertam para a necessidade de se alterar a coroa do passe social L123. “O passe que é válido para Mira-Sintra em transporte rodoviário não o é no transporte ferroviário”, pode ler-se no documento. Rui Ramos, da Comissão de Utentes da Linha de Sintra, diz que “não faz sentido existirem estações com as actuais condições na linha ferroviária mais movimentada da Europa”. A CULS exige também maior policiamento nas carruagens da linha de Sintra para combater a insegurança.

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