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BRASILEIRAS DETIDAS EM CASA DE ALTERNE

O Núcleo de Investigação Criminal da GNR da Póvoa de Lanhoso deteve na madrugada de ontem 11 mulheres brasileiras e o proprietário de uma casa de alterne, acusado da prática de lenocídio. Duas estrangeiras tinham já recebido ordem de expulsão de Portugal, enquanto as restantes receberam ontem a mesma sentença do Tribunal local.

29 de novembro de 2002 às 00:06

O proprietário do 'Bar Rendufinho' - onde foi ainda apreendido material ligado à prática de lenocídio, como preservativos e lençóis descartáveis - vai aguardar em liberdade condicional o julgamento em que é acusado de apoio e incentivo à prostituição, mas o Tribunal, além da aplicação de uma caução de 5 mil euros, proibiu-o de voltar a entrar no concelho, excepto quando estiver acompanhado da GNR.

Um grupo formado por uma dezena de elementos da GNR e dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) efectuou a rusga ao estabelecimento, sobre o qual foram já enviados para a Câmara Municipal 10 autos de notícia dando conta da situação de funcionamento ilegal, o que nunca produziu qualquer efeito prático.

Como explicou ao Correio da Manhã o capitão Pires, comandante do Destacamento da GNR da Póvoa de Lanhoso, o crime de lenocídio constitui a principal preocupação da fiscalização policial, enquanto o SEF concentra as atenções no problema da imigração ilegal.

Na operação, a Guarda intervém ainda ao nível do licenciamento do estabelecimento, notificando depois a entidade competente sobre a matéria, que é a Câmara Municipal.

O 'Bar Rendufinho' já foi conhecido por 'Residencial Marco'. Na Póvoa de Lanhoso foram, no passado fim-de-semana, detidas mais de uma dezena de imigrantes ilegais que se dedicavam à prostituição.

MOBILIDADE

No distrito de Braga existem mais de 50 casas de alterne, tanto em zonas urbanas como rurais. Têm sido feitas diversas rusgas e apreensões, mas a situação mantém-se inalterável, apesar do encerramento de alguns estabelecimentos. "Os espaços são normalmente os mesmos, mas alteram-se as denominações dos bares", explicou fonte da GNR.

COOPERAÇÃO

Na Póvoa de Lanhoso, um dos concelhos onde se nota uma maior abundância de casas de alterne na região, tem-se desenvolvido uma cooperação entre o Tribunal da Comarca e a GNR. Recentemente, o juiz deste tribunal aplicou uma medida de coacção inédita à proprietária da 'Casa da Rita': proibição de se aproximar do estabelecimento e de receber pessoas estranhas em casa.

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