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Britânica esfaqueada por mãe e filha no Algarve mostra como ficou depois do ataque

Leighanne Rumney foi agredida por suspeita de se ter envolvido com o marido de uma das mulheres. Julgamento decorre em Portimão.

01 de fevereiro de 2019 às 11:03

Arrancou esta semana em Portimão o julgamento de duas mulheres - mãe e filha - acusadas de agredir barbaramente uma jovem britânica, em 2015, com a ajuda de um homem que também é arguido no caso , tal como o CM noticiou esta terça-feira.

Leighanne Rumney, hoje com 22 anos, revelou ao jornal The Sun o martírio por que passou quando trabalhava num bar de Albufeira. Nessa altura, uma mulher portuguesa, hoje com de 24 anos, desconfiou que Leighanne tinha um caso amoroso com o companheiro, com quem tinha tido um filho há pouco tempo. Engendrou um plano com a mãe e um amigo para se vingar.

A britânica foi atraída pelo trio que a convenceu a entrar num carro, na noite de 26 de maio de 2015. "Entrei porque pensei que as podia convencer de que não tinha feito nada, mas rapidamente percebi que estava em apuros", conta ao jornal.

A vítima levada até uma zona florestal de Alcantarilha. "Conduziram durante 45 minutos até um local remoto e abriram um saco que tinha facas e tesouras. Pensei que me iam matar e estava tão assustada que não me mexi nem falei enquanto elas me despiam até ficar nua e me davam facadas nas costas"

A jovem conta que foi esfaqueada na cabeça e nas costas repetidamente e mostra fotos que revelam a gravidade das lesões. As duas mulheres cortaram-lhe o cabelo e deixaram-na completamente nua, a esvair-se em sangue. Mãe e filham de 24 e 40 anos são acusadas de sequestro e ofensas à integridade física qualificadas. O homem de 22 anos, que conduziuo carro usado no crime, vai ser julgado por cumplicidade com as agressoras.

Leighanne salvou-se porque conseguiu chegar a uma estrada onde pediu ajuda. Lembra que perdeu dois litros de sangue e revela ao The Sun que o trauma foi tal que ainda hoje não consegue tomar duche, porque a água quente lhe traz as memórias de sentir o sangue a escorrer-lhe pelas costas abaixo.

A jovem nega ao jornal britânico ter tido alguma relação com o marido da agressora mais jovem. "Reparei que um homem estava muito interessado em mim quando eu trabalhava atrás do balcão, mas não gostei dele e nunca saí com ele", garante.

Leighanne voltou para Inglaterra e queixa-se de não ter sido avisada do início do julgamento, que arrancou esta semana em Portimão. Conta que ainda vive assustada com o caso, que lhe deixou nove cicatrizes no corpo. Mas conseguiu refazer a vida e já é mãe de um menino.

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