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Burlões da Obra Diocesana do Porto têm de pagar um milhão para evitar cadeia

Um ex-presidente da Obra Diocesana do Porto e três antigos funcionários da instituição foram condenados por burla tributária.

12 de julho de 2026 às 01:30

Um ex-presidente da Obra Diocesana do Porto e três antigos funcionários da instituição condenados a penas suspensas de prisão por burla tributária vão ter de pagar mais de um milhão de euros para não irem para a cadeia. Numa nota divulgada na sua página na internet, a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP) refere que o Tribunal da Relação do Porto decidiu conceder parcial provimento ao recurso do Ministério Público, condicionando a suspensão das penas de prisão à obrigação de pagamento ao Instituto da Segurança Social das quantias indevidamente obtidas. O tribunal reduziu ainda de dois anos e nove meses para dois anos a pena aplicada a um dos arguidos.

Segundo a acusação, o esquema teve início em 2009 e foi descoberto em 2015. Para obterem maior financiamento por parte da Segurança Social, os arguidos terão falsificado e adulterado as listas de utentes, inventando e duplicando nomes e usando a identidade de pessoas já falecidas.

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