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Cadáver de ‘monstro de Beja’ reclamado há mais de uma semana

O cadáver do triplo homicida de Beja foi reclamado há mais de uma semana por uma pessoa das suas relações, que realizou o funeral, revelou nesta segunda-feira à agência Lusa fonte do Instituto Nacional de Medicina Legal.

19 de março de 2012 às 13:12

"O corpo foi reclamado há cerca de uma semana e meia por uma pessoa das relações próximas" do homicida, que se responsabilizou pelo funeral, disse a fonte. A mesma fonte disse desconhecer qual o cemitério onde foi realizado o funeral.

O homem, que assassinou à catanada a mulher, a neta e a filha e manteve os corpos em casa durante uma semana, suicidou-se a 17 de Fevereiro no Estabelecimento Prisional de Lisboa.

O corpo, que se encontrava nas instalações do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), em Lisboa, foi reclamado por uma pessoa das relações de Francisco Esperança, que solicitou sigilo sobre o funeral.

O corpo do triplo homicida foi encontrado no mesmo dia na cela do Estabelecimento Prisional de Lisboa, para onde tinha sido transferido na tarde do dia anterior, por alegada falta de condições de segurança na cadeia de Beja. A autópsia ao cadáver, realizada no dia 20 de Fevereiro, confirmou a morte por asfixia na sequência de enforcamento na cela.

De acordo com fonte do INML, a morte deveu-se a asfixia mecânica por o homem se ter enforcado com os lençóis da sua cela. O inquérito aberto pela Direção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) para apurar o que aconteceu na cela do homicida confesso da família "continua a decorrer", mas as conclusões estão previstas para "muito em breve", adiantou hoje à Lusa o director-geral, Rui Sá Gomes.

Também o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa ordenou no mesmo dia a instauração de um inquérito sobre as circunstâncias em que ocorreu o suicídio, que já foi arquivado.

Francisco Esperança, um antigo bancário de Beja, de 59 anos, já tinha cumprido pena de prisão por um desfalque no banco onde trabalhou.

Na casa da família, na rua de Moçambique, em Beja, as autoridades encontraram os cadáveres da mulher, de 53 anos, da filha, de 28, e da neta, de quatro. Na altura dos factos, o homem alegou ao Ministério Público de Beja que tinha cometido os crimes por a família atravessar problemas financeiros e ter dívidas à banca.

O homicida confesso referiu que o banco lhe terá transmitido que iria colocar em hasta pública os seus bens. As vítimas foram degoladas com "golpes profundos" na zona do pescoço, efetuados com uma catana, mas a cabeça não ficou separada do restante corpo.

INQUÉRITO AINDA NÃO FOI ARQUIVADO

O Ministério Público de Beja ainda não arquivou o inquérito relativo ao triplo homicídio, por aguardar relatórios que estão a ser elaborados, disse hoje à Agência Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República.

De acordo com a mesma fonte, entre os relatórios que estão em elaboração está o da autópsia ao cadáver de Francisco Esperança, o homicida confesso da família, que "ainda não foi remetido ao processo".

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