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Correio da Manhã

Portugal

Campus inaugurado

A ausência de um grupo de juízes, em protesto contra as novas instalações das varas criminais, não afectou a inauguração do Campus de Justiça de Lisboa. Durante a cerimónia, que decorreu ontem, o assunto foi comentado, mas ninguém apoiou a posição dos magistrados judiciais, que falam em "falta de dignidade" do edifício que substitui a Boa-Hora.
23 de Julho de 2009 às 00:30
O primeiro-ministro, José Sócrates, presidiu à cerimónia
O primeiro-ministro, José Sócrates, presidiu à cerimónia FOTO: José Sena Goulão/Lusa

"Os portugueses são, por natureza, queixosos", disse o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, explicando que já trabalhou "em tribunais com cem vezes menos condições". Também Marinho Pinto não perdeu uma oportunidade de criticar os juízes, considerando que as instalações do Parque das Nações "são muito melhores". O ministro da Justiça, Alberto Costa, desvalorizou a ausência de 17 juízes: "Vem quem quer vir. Em democracia essa liberdade é o que é mais precioso".

APONTAMENTOS

JUIZ ENTRE VIDROS

O juiz Carlos Alexandre, que tem em mãos casos quentes, comoo Freeport, foi colocado num gabinete de vidro num rés-do-chão. O Correio da Manhã denunciou a situação e o Ministério da Justiça mandou espelhar o gabinete.

21 TRIBUNAIS

O novo Campus de Justiçade Lisboa, no Parque das Nações, concentra 21 tribunaise serviços, que antes estavam dispersos pela cidade, numa área de 36 mil metros quadrados. O arrendamento custa9,6 milhões de euros por ano.

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