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Cascais: Violência no bairro da Torre leva a suspensão de carreira

A transportadora rodoviária Scotturb, que opera no concelho de Cascais, suspendeu a carreira 404 para o bairro da Torre depois de vários actos de vandalismo contra autocarros, uma decisão contestada pelos moradores, lesados pela falta de transporte público.<br/>

31 de maio de 2012 às 14:20

Recorrentes actos criminosos de apedrejamento a autocarros estão na origem da decisão da Scotturb de suspender temporariamente a carreira 404 no bairro da Torre, numa "preocupação óbvia de garantir a segurança dos nossos clientes e motoristas", refere a empresa privada, à qual o Governo concessionou os transportes urbanos de Cascais, Sintra e Oeiras.  

"Nos passados dias 30 de Março e 2 de Abril, e numa perspectiva de recorrência, os nossos autocarros foram atacados criminalmente com pedras que passaram a poucos centímetros das cabeças e faces dos passageiros que estavam sentados próximos das janelas", contou fonte da Scotturb numa nota escrita enviada à agência Lusa. 

A mesma fonte sublinhou ainda que, já no ano passado, 30 autocarros tinham sido apedrejados, obrigando a cancelar a circulação no bairro após as 20h00. 

"A suspensão da circulação na rua da Torre e rua das Caravelas permite afastar os meios circulantes da zona que consideramos ser a mais problemática, mantendo, no entanto, uma proximidade relativa de forma a minimizar o impacto desta decisão junto dos clientes residentes neste bairro e que também são vítimas deste vandalismo gratuito", lê-se.

Contudo, os moradores contestam esta decisão e reclamam uma alternativa de transporte público para o centro do bairro. 

"Por um grupo de dez, pagam duas mil pessoas [número de moradores do bairro]. Há aqui muitos idosos e mulheres com crianças de colo que têm de andar dois quilómetros para ir apanhar o autocarro. Não pode ser", afirmou à Lusa a presidente da associação de moradores, Maria José. 

A representante dos moradores contou ainda que está a decorrer um abaixo-assinado, que já reúne mais de 900 assinaturas, a exigir a reposição do trajecto no interior do bairro. 

Augusto Ferreira, que todos os dias vai da Damaia (concelho da Amadora) para o bairro da Torre, nota "muita diferença" com a falta do autocarro. "O autocarro parava mesmo aqui à porta do meu serviço, agora tenho de vir a pé ainda um bom bocado", disse. 

Apesar de não andar de transportes públicos, Isabel Duarte compreende a indignação dos utentes. "Vejo as pessoas carregadas de sacos das compras e já com uma certa idade e, para elas, deve ser um grande transtorno agora terem de andar mais. Além disso, estão sujeitas a mais insegurança", frisou. 

Contactado pela Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Cascais, Pedro Morais Soares, mostrou-se solidário com os moradores e disse já ter enviado uma carta ao secretário de Estado dos Transportes e ao Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres para apurar a "legalidade da decisão". 

"Qualquer acto criminoso é condenável, mas sei que a PSP até se disponibilizou para fazer escolta aos autocarros e reforçar a segurança e ainda assim a Scotturb não cede", afirmou Pedro Morais Soares. 

Recorrentes actos criminosos de apedrejamento a autocarros estão na origem da decisão da Scotturb de suspender temporariamente a carreira 404 no bairro da Torre, numa "preocupação óbvia de garantir a segurança dos nossos clientes e motoristas", refere a empresa privada, à qual o Governo concessionou os transportes urbanos de Cascais, Sintra e Oeiras.  

"Nos passados dias 30 de Março e 2 de Abril, e numa perspectiva de recorrência, os nossos autocarros foram atacados criminalmente com pedras que passaram a poucos centímetros das cabeças e faces dos passageiros que estavam sentados próximos das janelas", contou fonte da Scotturb numa nota escrita enviada à agência Lusa. 

A mesma fonte sublinhou ainda que, já no ano passado, 30 autocarros tinham sido apedrejados, obrigando a cancelar a circulação no bairro após as 20h00. 

"A suspensão da circulação na rua da Torre e rua das Caravelas permite afastar os meios circulantes da zona que consideramos ser a mais problemática, mantendo, no entanto, uma proximidade relativa de forma a minimizar o impacto desta decisão junto dos clientes residentes neste bairro e que também são vítimas deste vandalismo gratuito", lê-se. 

Contudo, os moradores contestam esta decisão e reclamam uma alternativa de transporte público para o centro do bairro. 

"Por um grupo de dez, pagam duas mil pessoas [número de moradores do bairro]. Há aqui muitos idosos e mulheres com crianças de colo que têm de andar dois quilómetros para ir apanhar o autocarro. Não pode ser", afirmou à Lusa a presidente da associação de moradores, Maria José. 

A representante dos moradores contou ainda que está a decorrer um abaixo-assinado, que já reúne mais de 900 assinaturas, a exigir a reposição do trajecto no interior do bairro. 

Augusto Ferreira, que todos os dias vai da Damaia (concelho da Amadora) para o bairro da Torre, nota "muita diferença" com a falta do autocarro. "O autocarro parava mesmo aqui à porta do meu serviço, agora tenho de vir a pé ainda um bom bocado", disse. 

Apesar de não andar de transportes públicos, Isabel Duarte compreende a indignação dos utentes. "Vejo as pessoas carregadas de sacos das compras e já com uma certa idade e, para elas, deve ser um grande transtorno agora terem de andar mais. Além disso, estão sujeitas a mais insegurança", frisou. 

Contactado pela Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Cascais, Pedro Morais Soares, mostrou-se solidário com os moradores e disse já ter enviado uma carta ao secretário de Estado dos Transportes e ao Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres para apurar a "legalidade da decisão". 

"Qualquer acto criminoso é condenável, mas sei que a PSP até se disponibilizou para fazer escolta aos autocarros e reforçar a segurança e ainda assim a Scotturb não cede", afirmou Pedro Morais Soares.

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