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Correio da Manhã

Portugal
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Caso dos Comandos abre guerra na justiça

Processo disciplinar a magistrada originou conflito entre diretora do DIAP, que decidiu sair, e PGR.
Henrique Machado 10 de Junho de 2017 às 09:12
Procuradora-geral, Joana Marques Vidal, entrou em rota de colisão com Lucília Gago, que pediu para sair do DIAP
Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República
Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República
Joana Marques Vidal falou à margem de uma visita à Comarca de Setúbal
Procuradora-geral, Joana Marques Vidal, entrou em rota de colisão com Lucília Gago, que pediu para sair do DIAP
Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República
Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República
Joana Marques Vidal falou à margem de uma visita à Comarca de Setúbal
Procuradora-geral, Joana Marques Vidal, entrou em rota de colisão com Lucília Gago, que pediu para sair do DIAP
Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República
Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República
Joana Marques Vidal falou à margem de uma visita à Comarca de Setúbal
Escolha pessoal da procuradora-geral da República para liderar o Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, cargo que ocupa desde janeiro de 2016, a procuradora Lucília Gago decidiu agora bater com a porta, apurou o CM, incompatibilizada com a própria PGR, Joana Marques Vidal. Apesar de fonte oficial da Procuradoria garantir ao CM que "a demissão não se confirma", é certo que, apesar de ainda não ter sido oficialmente anunciada, a saída é irreversível e está a causar mau ambiente no Ministério Público da capital.

Em causa estarão, sobretudo, divergências sobre a investigação às duas mortes de jovens militares no curso de Comandos, em setembro do ano passado – e com a instauração, na PGR, de um processo disciplinar à magistrada que lidera esse processo por causa do despacho que deu, aquando da detenção de vários militares. O processo disciplinar a Cândida Vilar caiu mal no DIAP – tendo em conta que toda a cúpula do MP (inclusive a própria PGR) teve acesso prévio ao referido despacho e ninguém se opôs ao mesmo.

Entretanto, para dirigir agora o DIAP de Lisboa, a escolha de Joana Marques Vidal já terá recaído sobre Fernanda Pêgo, a procuradora que coordena naquele departamento a 9ª secção, de combate à criminalidade económica e financeira. Mas é, no entanto, um nome pouco consensual, conhecida por alguma conflitualidade interna, no DIAP, e junto das Polícias com quem o MP trabalha. A sua nomeação, apesar do convite da procuradora-geral, vai depender sempre de aprovação no conselho superior do MP.
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