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Caso Rui Pedro: Pais vêem reconstituídos últimos passos do filho

Emocionados, Filomena e Manuel assistiram ontem a uma reconstituição dos últimos passos do filho Rui Pedro, visto pela última vez a 4 de Março de 1998.

24 de novembro de 2011 às 01:00

O tribunal dirigiu-se em peso para a escola EB 2,3 de Lousada e, de um campo onde há 13 anos jogava futebol, a testemunha Daniel Costa (hoje com 24 anos) identificou o preciso local onde viu o menino entrar no carro que, segundo a acusação do Ministério Público, seria conduzido por Afonso Dias. Segura e sem qualquer hesitação, a testemunha indicou ainda o local de onde a criança surgiu e recordou as últimas palavras que trocou com ela.

"Esperem por mim, venho já", disse Rui Pedro a um grupo de amigos que brincava naquele campo. Mas os planos do menino de 11 anos foram alterados rapidamente. Entrou no Fiat Uno preto que o esperava e a sua vida mudou para sempre. O colectivo de juízes acedeu a antecipar a reconstituição no local, uma vez que Daniel está a viver em França. Numa outra data, será feita nova visita, com as restantes testemunhas que viram Rui Pedro entrar na viatura que o levou ao encontro de uma prostituta.

No local onde o menino foi visto há 13 anos está agora um prédio, mas a testemunha não te-ve dúvidas em identificar o sítio. Daniel Costa foi também confrontado com a reconstituição que em 2008 fez com a Polícia Judiciária, e mais uma vez confirmou o que tinha dito aos inspectores. Para o tribunal, ficou também claro que à distância a que Daniel estava era perfeitamente possível que conseguisse ver Rui Pedro.

"Estou muito confiante. A reconstituição correu muito bem e acredito que vai ser importante para ajudar a descobrir o que aconteceu ao Pedro", disse Filomena, mãe do menino.

FICA EM SILÊNCIO PARA TENTAR SALVAR O MARIDO

Rosa Ribeiro, mulher de Afonso Dias, foi uma das testemunhas ontem presentes no tribunal. Recusou-se no entanto a prestar declarações, direito que lhe é dado por ser familiar do arguido. O silêncio de Rosa faz parte da estratégia de defesa de Afonso. Isto porque, caso a mulher falasse, teria de explicar por que motivo o camionista foi mais cedo para casa naquele dia. "Aconselheia-a a não falar", disse o advogado de Afonso.

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