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Correio da Manhã

Portugal
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Cêgripe foi suspenso por informação errada

Foi suspensa, com efeitos imediatos, a comercialização de 74 lotes do medicamento Cêgripe. Em informação com caracter “muito urgente”, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) divulgou que “o folheto informativo pode originar uma utilização inadequada do medicamento em crianças com idade inferior a 12 anos”.
15 de Fevereiro de 2007 às 00:00
Cêgripe é depois do Ben-U-Rom o segundo remédio mais vendido, com 170 mil embalagens  por mês
Cêgripe é depois do Ben-U-Rom o segundo remédio mais vendido, com 170 mil embalagens por mês FOTO: Sofia Costa
Em causa está o facto do medicamento não ser adequado para crianças com menos de 12 anos ou menos de 30 quilos, explicou ao CM Alexandra Machado, responsável pelo departamento médico da Janssen-Cilag, empresa responsável pela comercialização deste remédio destinado ao tratamento dos estados gripais.
A médica acrescentou que “a retirada e recolocação do medicamento no mercado passa apenas pela substituição dos folhetos”. Pelo que não se verificará o uso de comprimidos com uma outra composição. “O Cêgripe é seguro e não está em causa um problema de saúde pública”, sublinhou a médica. “É uma questão de clarificação do folheto, sendo o medicamento exactamento o mesmo”, acrescentou.
Num momento em que Portugal atravessa a terceira semana de epidemia de gripe, dominada pelo vírus mais agressivo – o AH3 –, Alexandra Machado disse que “é mínimo ou pontual o risco do Cêgripe esgotar-se no mercado”. Isto porque, explicou, os lotes com os folhetos errados foram retirados nos últimos dois dias. Substituídos os folhetos, as embalagens regressam de imediato aos balcões das farmácias.
Medicamento não sujeito a receita médica, o Cêgripe é o segundo remédio mais vendido em Portugal, depois do Ben-U-Ron, em termos de embalagens comercializadas. Em média, por mês, são vendidas 170 mil caixas de 20 comprimidos.
Os 74 lotes do medicamento Cêgripe alvo de recolha do mercado estão identificados pelo Infarmed, na sua página da internet (www.infarmed.pt). Os prazos das embalagens em causa variam entre Dezembro de 2007 e Outubro de 2009. Aos balcões das farmácias, os doentes são também informados dos lotes cujo folheto informativo não está correcto.
A Janssen-Cilag estima que a partir de hoje já só estarão à venda nas farmácias caixas que respeitam as indicações do Infarmed.
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