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Cerca de 20 pessoas assistidas no edifício da EDP no Parque das Nações

Queixas de náuseas e irritação na pele. É a segunda vez que os meios se deslocam ao local.

01 de agosto de 2017 às 17:10

Cerca de 20 pessoas foram assistidas esta terça-feira à tarde no edifício da EDP na Alameda dos Oceanos, em Lisboa, devido a queixas de náuseas e irritação na pele, revelou o INEM.

É o segundo dia consecutivo em que os meios de socorro se deslocam ao local para tratar pessoas que se queixam de sintomas idênticos, situação que ocorre após ter sido realizada uma limpeza ao edifício no passado fim-de-semana.

"A indicação que recebemos é que estariam 20 pessoas com queixas semelhantes às de ontem [segunda-feira]", disse à Lusa fonte do INEM.

No local está uma ambulância de suporte de vida, uma outra ambulância do INEM e os sapadores bombeiros de Lisboa.

De acordo com a página dos bombeiros na internet, o alerta foi dado às 14h59.

Uma situação semelhante ocorreu na segunda-feira no mesmo local, de acordo com o INEM.

Numa resposta enviada à Lusa na segunda-feira, fonte oficial da EDP confirmou que, durante esse dia, o edifício tinha sido "evacuado de forma preventiva", depois de "cinco pessoas terem sido reencaminhadas para o hospital com dores de cabeça, náuseas e irritação na pele".

A mesma fonte explicou que no passado sábado foram realizadas duas intervenções no edifício da EDP do Parque das Nações - onde está o 'contact center' - uma de controlo de pragas e uma outra de lavagem de painéis divisórias.

A EDP realçou que o comandante dos bombeiros aconselhou então a interdição do piso até esta terça-feira à tarde e que o local fosse pulverizado com água e posteriormente aspirado, "operação esta já realizada".

Este procedimento de limpeza (de controlo de pragas e de lavagem de painéis divisórias) começou em junho (tendo sido iniciado no quarto piso).

Desde então tem-se procedido à lavagem de meio piso em cada fim de semana, processo que terminou no fim de semana passado com a lavagem do primeiro piso, afirmou a EDP.

Em relação aos restantes pisos, não houve "conhecimento de queixas de mau estar nos dias seguintes", salientou a empresa.

"De referir que não houve alterações de produtos e metodologias aplicados. Estes produtos são aplicados nesta e noutras instalações da EDP não havendo até à presente data relato de alguma ocorrência causada pela sua aplicação", salientou a mesma fonte.

Na segunda-feira estiveram no local o INEM, a PSP, Proteção Civil e Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e na página dos bombeiros na internet estava registada uma ocorrência de verificação de cheiros.

A Lusa questionou esta terça-feira à tarde a EDP sobre a nova ocorrência, não tendo obtido resposta até ao momento.

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