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Correio da Manhã

Portugal

Condenado por matar tia volta a julgamento

Armindo Castro foi libertado após outro homem ter confessado o homicídio.
T.L.P. 25 de Fevereiro de 2015 às 11:43
Armindo Castro
Armindo Castro FOTO: CMTV

O Tribunal da Relação mandou repetir o julgamento de Armindo Castro, de 29 anos, o homem que foi condenado e esteve preso por matar a tia em Joane, Famalicão, crime que depois foi confessado por outra pessoa.

Artur Gomes, de 46 anos, entregou-se à GNR a 28 de outubro de 2014, em Guimarães, assumindo a autoria deste homicídio, além de um outro assassinato.

Após a confissão de Artur Gomes, Armindo Castro - que cumpriu dois anos de uma pena de 12 a que tinha sido condenado - foi libertado. O julgamento do sobrinho da vítima mortal vai agora ser repetido.

Reconstituição do crime

Recorde-se que dois meses após o crime a Polícia Judiciária (PJ) deteve Armindo Castro, na altura com 27 anos e estudante de criminologia, pela alegada autoria do homicídio.

O jovem fez, com a PJ, uma reconstituição do crime, assumindo a autoria do mesmo, mas a partir daí declarou-se sempre inocente. No julgamento, escusou-se a falar sobre os factos, pronunciando apenas a frase "estou inocente".

O Tribunal de Famalicão condenou-o a 20 anos de prisão, pela prática de um crime de homicídio qualificado, mas a Relação baixou a pena para 12 anos, imputando ao arguido o crime de ofensas à integridade física qualificadas, agravadas pelo resultado.

Casal homicida

Artur Gomes, que assumiu a autoria do homicídio de Famalicão, confessou também que foi ele quem matou uma comerciante de 39 anos em Felgueiras, a 27 de abril do ano passado, garantindo ainda que a sua mulher esteve envolvida nas duas situações.  Por este último crime, o casal está em prisão preventiva.

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