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Correio da Manhã

Portugal

Cordão contra assoreamento do Mondego

Cerca de 100 pessoas formaram ontem um cordão humano aquático em Coimbra, para sensibilizar a população da cidade e as entidades responsáveis para o problema de assoreamento do Rio Mondego.
15 de Outubro de 2006 às 01:12
Cordão contra assoreamento do Mondego
Cordão contra assoreamento do Mondego FOTO: Arquivo CM
“O objectivo é alertar para o problema do assoreamento do Mondego, mesmo em frente da cidade. Esta acção está a ter o sucesso desejado com a adesão de cerca de 100 pessoas dentro do rio, com água até aos joelhos”, afirmou Ruben Leite, presidente da Secção de Desportos Náuticos da Académica de Coimbra.
Os problemas resultantes do assoreamento do rio remontam, segundo Ruben Leite, há cerca de dez anos. Referindo-se aos problemas da prática de desportos náuticos, condicionados à utilização das margens do rio e aos riscos de uma eventual cheia, Ruben Leite alertou para os prejuízos que poriam em causa todos os investimentos de milhões de euros feitos pelo Programa Pólis.
“Ainda este ano tivemos problemas com os barcos de apoio durante a realização da Regata Internacional da Queima das Fitas. Como podemos apenas utilizar as margens, o fluxo de água é maior e mais veloz nesses locais e a erosão das margens começa a ser preocupante”, desabafou.
Para resolver o problema, é preciso retirar enormes quantidades de areia do Mondego, entre o Parque da Cidade e a Ponte da Portela, para que o rio tenha mais do que 20, 30 ou 40 centímetros de profundidade.
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