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Correio da Manhã

Portugal
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Corticeira avança para despedimento de operária que apresentou queixa por assédio moral

Empresa Fernando Cortiças S.A foi autuada em 31 mil euros pela Autoridade para as Condições do Trabalho.
28 de Novembro de 2018 às 19:13
Cristina Tavares
Cristina Tavares
corticeira
Sindicato acusa corticeira da Feira de terrorismo no caso de funcionária reintegrada
Corticeiros do Norte, sindicato, funcionária
Cristina Tavares
Cristina Tavares
corticeira
Sindicato acusa corticeira da Feira de terrorismo no caso de funcionária reintegrada
Corticeiros do Norte, sindicato, funcionária
Cristina Tavares
Cristina Tavares
corticeira
Sindicato acusa corticeira da Feira de terrorismo no caso de funcionária reintegrada
Corticeiros do Norte, sindicato, funcionária
A corticeira de Santa Maria da Feira autuada em 31 mil euros pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) por assédio moral a uma trabalhadora reintegrada judicialmente avançou esta quarta-feira para o seu despedimento, revelou o sindicato do setor.

A medida surge depois de, esta segunda-feira, o Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte (SOCN) ter revelado que a empresa Fernando Cortiças S.A fora autuada em 31.000 euros pela ACT na sequência de uma de várias inspeções relativas à situação de Cristina Marques - que, segundo essa estrutura sindical, estará desde setembro a ser "castigada" com "trabalho improdutivo", "humilhante" e sob "tortura psicológica" depois de o tribunal obrigar a empresa a reintegrá-la nos quadros.

Agora, o SOCN comunica: "Nesse mesmo dia, a operária voltou ao seu habitual 'castigo' - carregar e descarregar os mesmos sacos de rolhas na mesma palete, durante nove horas - e, não satisfeita, a entidade patronal comunicou esta quarta-feira à trabalhadora que a mesma se encontra suspensa preventivamente para a organização de processo disciplinar tendente ao seu despedimento com justa causa".

Para o Sindicato, isso significa que, do inicial "despedimento por extinção de posto de trabalho - que o tribunal julgou ilícito - passou-se agora a um despedimento com justa causa por via disciplinar".

Contactada pela Lusa, a administração da Fernando Couto remeteu os esclarecimentos sobre a situação para o advogado Nuno Cáceres, que realça que só esta quarta-feira assumiu a responsabilidade pelo processo, mas explica que a suspensão da operária visa permitir "a condução de um inquérito sobre uma série de factos fabricados que ela tem vindo a propalar publicamente".

Não há estimativa de prazo para conclusão desse processo disciplinar, mas, considerando que "a trabalhadora continuará a ser remunerada enquanto suspensa", o advogado admite que é do interesse da empresa "concluir o assunto o quanto antes".

A expectativa de Nuno Cáceres é que "sejam desmontadas uma série de mentiras que a funcionária tem andado a disseminar e que vêm prejudicando o ambiente de trabalho e a reputação da empresa - que até aqui, é certo, não tem sabido defender-se e agora decidiu que é tempo de adotar outra postura, até para poder recorrer devidamente da coima da ACT".
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