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Correio da Manhã

Portugal
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Pereira Cristóvão queima cheques

Desapareceram 65 mil dos 145 mil euros em notas roubadas.
Sérgio A. Vitorino 25 de Julho de 2015 às 03:00
Pereira Cristóvão está acusado de dois roubos com sequestro
Pereira Cristóvão está acusado de dois roubos com sequestro FOTO: Luís Manuel Neves
Paulo Pereira Cristóvão queimou, no lavatório da garagem da sua moradia, cheques no valor de meio milhão de euros roubados a um empresário, que os escondia em dois cofres no seu apartamento de luxo em Cascais. Foram destruídos porque não podiam ser levantados sem deixar pistas que levassem aos autores do roubo.

De acordo com a acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, a que o CM teve acesso, o ex-inspetor da PJ e antigo dirigente do Sporting destruiu os cheques na presença de Mustafá, chefe da claque Juve Leo e parceiro na liderança do grupo de assaltantes.

A queima incluiu outros documentos. Entre eles, segundo a vítima, declarações de dívidas milionárias. E foi poucas horas após o roubo, numa altura em que Cristóvão, Mustafá e ‘Babá’ (meio-irmão do líder da ‘Juve’ e o homem que fazia a ligação dos dois líderes aos operacionais) dividiam os valores roubados. Estavam na garagem da moradia de Cristóvão.

É aqui que tem início um mistério. A vítima refere que lhe foram retirados, naquela noite de 27 de fevereiro de 2014, 145 mil euros em notas. Mas Cristóvão apenas anunciou o saque de 80 mil: ficou com 20 mil; entregou outros 18 mil ao arguido ‘Cota’; e deu 42 mil a Mustafá, que ficou com 10 mil, deu 10 mil a ‘Babá’, 7000 a outros três (dois deles os agentes da PSP Conceição e Fachada) e 1000 ao último operacional. O Ministério Público não conseguiu apurar quem ficou com os 65 mil euros em falta.

O roubo foi armado. O empresário, a mulher e a filha adolescente estiveram 30 minutos sequestrados.
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