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Correio da Manhã

Portugal
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Cumpre horário na casa de banho

A inscrição e militância no sindicalismo fez com que a vida de Sílvia Martins, 33 anos, se transformasse num inferno. Primeiro foi despedida. Depois, como o tribunal obrigou a entidade patronal a reintegrá-la, foi posta a trabalhar numa casa de banho. As louças sanitárias foram retiradas, mas a funcionária administrativa da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oleiros (AHBVO), que recusou falar ao CM, continua marginalizada e alvo de pressões.

3 de Novembro de 2010 às 00:30
As louças sanitárias só foram retiradas após denúncias sobre a situação da trabalhadora
As louças sanitárias só foram retiradas após denúncias sobre a situação da trabalhadora FOTO: Jornal O Avante

"Mantiveram-na no mesmo espaço [no WC] e proibiram-na de comunicar com o pessoal da secretaria e da central", denunciou ontem Mário Alves, do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

Sílvia Martins entrou na associação em 1997. Recentemente, inscreveu-se no STAL, passou "a reivindicar melhores condições de trabalho", e as relações com a direcção deterioraram-se. Foi despedida, sob o argumento de extinção do posto de trabalho. Recorreu, e o tribunal, além de determinar a sua reintegração, multou a AHBVO em dois mil euros.

No regresso, foi posta a trabalhar à margem, no WC. "É uma irresponsabilidade da direcção, que diz não ter dinheiro mas não parece preocupada em ser multada", lamenta o sindicalista.

A direcção da AHBVO não esteve disponível para informações.

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