Vítimas foram resgatadas por uma loja lateral.
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Seis pessoas ficaram feridas no desabamento de um prédio, ocorrido esta sexta-feira à tarde, em Famalicão, disse à Lusa o comandante distrital de operações de socorro de Braga, Hercílio Campos. Os escombros resultantes deste desabamento atingiram uma farmácia.
Dos seis feridos, quatro trabalhadores da farmácia e dois clientes, apenas um foi levado para o hospital devido a um traumatismo cranioencefálico leve, referiu a fonte. Os outros feridos sofreram "pequenas escoriações", tendo sido vistos no local pelos bombeiros. Estas seis pessoas foram resgatadas através de uma loja lateral.
As primeiras informações sobre o caso, oriundas da Proteção Civil de Braga e dos bombeiros, apontavam apenas para o desbamento de uma estrutura metálica de um prédio em obras, e não do próprio prédio, mas referiam já a existência de seis pessoas feridas.
"Neste momento, estamos a fazer buscas no local para despistar que não estão outras pessoas nos escombros, algo pouco viável, mas que tem de ser feito por questões de segurança", adiantou Hercílio Campos.
Segundo fonte dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Famalicão, o alerta para o desabamento foi dado às 17h50.
"O que aconteceu foi que ruiu uma estrutura metálica de um prédio onde estavam a ser feitas obras", na Rua de Sto. António, explicou a fonte dos bombeiros.
Clientes e funcionários fugiram pelas traseiras
Clientes e funcionários fugiram pelas traseirasAo contrário do que foi inicialmente pensado, os clientes e funcionários que se encontravam dentro da farmácia conseguiram fugir dos escombros. Segundo confirmou ao CM Ernesto Pereira, dono de um estabelecimento vizinho, quem estava dentro do espaço "fugiu pela porta de trás, para um quintal".
"Estavam a fazer obras e a tirar terra quando o prédio caiu", acrescentou, garantindo que, "felizmente, tudo não passou de um grande susto".
Autarquia avalia segurança de edifícios contíguos
O vice-presidente da Câmara de Famalicão e vereador da Proteção Civil, Ricardo Mendes, adiantou que a rua onde ocorreu hoje o desabamento do prédio ficará encerrada por tempo indeterminado e que vai ser avaliada a segurança de edifícios contíguos.
"Neste momento, a câmara contratou uma empresa externa para fazer a vistoria aos edifícios contíguos para verificar se existe alguma perigosidade", disse o responsável à agência Lusa.
Segundo o autarca, o desabamento do prédio foi provocado pelo desmoronamento da parede lateral em madeira e estuque de uma farmácia lá existente, causando ferimentos a seis pessoas, quatro funcionários da farmácia e dois clientes, todos retirados do local pelos bombeiros.
Do prédio sobrou apenas a fachada frontal que será demolida por poder representar perigo para a população, frisou o vice-presidente.
Ricardo Mendes salientou que a Câmara de Famalicão propôs à família residente junto ao edifício que ruiu que abandonasse a casa, a fim de ser realojada. A proposta, disse, foi feita apesar de esta habitação não ter sofrido danos, por questões de segurança e enquanto decorre a vistoria.
Junto ao prédio que ruiu decorriam, trabalhos de construção de um novo edifício, com licenças em dias, alvará de construção e planos de segurança, frisou Ricardo Mendes.
"Um dos trabalhadores estaria a operar com uma máquina e os outros a fazer trabalhos de terra, mas nenhum ficou ferido", afirmou.
Um dos funcionários da farmácia, que existia há mais de 40 anos, Miguel Araújo, e que estava no seu interior no momento da derrocada, contou à Lusa ter sentido um "grande susto".
"Ouvimos um grande estrondo como se fosse uma grande trovoada e sentimos tudo a abanar, tendo tipo apenas tempo para fugir para as traseiras da farmácia e ficamos a ver tudo a cair", explicou.
E acrescentou: "depois saímos com a ajuda dos bombeiros pelo edifício vizinho".
No local, os carros estacionados junto ao local do incidente estão cobertos de poeira e as pessoas falam em "susto enorme".
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