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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Dezenas no funeral de fuzileiro

“O Márcio era um rapaz cheio de vida e... teve um grande azar naquela noite quando vínhamos para a unidade”. As palavras, emocionadas e tristes, são de Miguel, um dos fuzileiros presentes na madrugada do acidente fatal. Dezenas de amigos, fuzileiros e familiares estiveram ontem, pelas 16h30, no Cemitério Municipal de Vila Chã, Barreiro, para prestarem a última homenagem a Márcio Filipe Costa Araújo.

06 de outubro de 2007 às 00:00

O jovem, de 24 anos, ia no pelotão e estava de regresso à base do Alfeite, depois de um exercício de tiro em Pinheiro da Cruz. Teve morte imediata quando uma viatura ligeira furtada, e cujo condutor não tem carta de condução, colidiu de frente com o Unimog em que seguia. A sua morte deixou uma enorme tristeza e sentimento de revolta na família.

Formado na Escola de Fuzileiros, Márcio vivia no Lavradio desde criança e era militar há quatro anos. Deixa um grande futuro, a mulher e a filha de quatro anos.

A GNR abriu um inquérito e a Marinha vai proceder à abertura de um processo de averiguações sobre o acidente.

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