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Dirigente do Chega falta a julgamento por prostituição de menores

Nuno Pardal Ribeiro e piloto Carlos Conde de Almeida julgados à porta fechada no tribunal de Cascais

27 de janeiro de 2026 às 01:30

 O antigo dirigente do Chega Nuno Pardal Ribeiro e o piloto de aviões Carlos Conde de Almeida - conhecido pela aterragem numa praia da Costa da Caparica que matou duas pessoas  - começaram esta segunda-feira a ser julgados no tribunal de Cascais por recurso a prostituição de menores. Em causa estão atos sexuais com um jovem, na altura com 15 anos, que conheceram numa aplicação de encontros gay.

O julgamento decorre à porta fechada e nenhum dos advogados dos dois arguidos quis prestar declarações sobre o que se passou na sala de audiências. No entanto foi possível apurar que Nuno Pardal Ribeiro faltou à primeira sessão de julgamento alegadamente por doença e Carlos Conde de Almeida não prestou declarações. 

O ex-dirigente do Chega, segundo a acusação do Ministério Público, teve em 2023 um encontro com um jovem de 15 anos com quem praticou atos sexuais a troco de dinheiro junto a um pinhal. O MP alega que Nuno Pardal Ribeiro pagou 20 euros ao menor, tendo combinado um segundo encontro que não chegou a acontecer. Na fase de inquérito, Pardal Ribeiro alegou que não sabia a idade do menor, mas o MP garante que pelas fotos e no momento do encontro tinha de ter essa noção. 

Nuno Pardal Ribeiro era vice-presidente da distrital de Lisboa do Chega e deputado municipal. Renunciou ao cargo em fevereiro de 2025, depois de ser conhecida a acusação. 

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