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Justiça apura se condenado está inocente

Nova confissão fala em ataque de faca que autópsia não revelou. Defesa vai recorrer.

29 de outubro de 2014 às 23:30

A confissão de Artur Gomes não chega para libertar Armindo Castro, que está na cadeia há mais de dois anos e meio pela morte da tia Odete Castro. O processo será moroso e primeiro é preciso que a Judiciária de Braga encontre provas que sustentem a confissão do suspeito, que se entregou às autoridades.

Até porque a versão apresentada pelo agora homicida confesso levanta dúvidas aos inspetores. Nomeadamente, na forma como aquele descreve que atacou Odete, de 73 anos. O homem diz que primeiro deu uma pancada na idosa e que depois a esfaqueou.

A autópsia não revelou, no entanto, qualquer golpe no corpo que tenha sido desferido com uma faca. O que para a defesa poderá ser explicado pelo facto de o cadáver estar já em avançado estado de decomposição quando foi encontrado.

Outra dúvida para os inspetores é a confissão do sobrinho Armindo. Como é que poderia ter revelado os contornos do crime, se não o tivesse cometido?, interrogam-se.

Para a defesa do estudante universitário havia outras provas que não foram valoradas. Designadamente o facto de as antenas que captam os sinais do telemóvel o colocarem noutro local, que não na zona onde o crime foi cometido.

A confirmar-se que Artur é o autor do crime ocorrido em março de 2012, em Famalicão, a defesa de Armindo Castro terá de pedir uma reapreciação do processo. Tal poderá valer a Armindo mais alguns meses na cadeia, mesmo que esteja inocente.

Neste momento está pendente um recurso no Supremo Tribunal de Justiça, onde o advogado volta a defender a inocência do estudante de criminologia. "Há duas semanas estive com ele na cadeia. Chorou muito e disse-me mais uma vez que está inocente", frisou o advogado de Armindo, Paulo Gomes.

A Polícia Judiciária vai agora tentar reunir o mais rápido possível provas que atestem se Artur Gomes foi ou não o autor da morte de Odete Castro. Os inspetores vão atuar com cautela, até porque não é a primeira vez que em Portugal alguém assume um crime que não cometeu.

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