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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Violou família por ter falta de amor

Advogado do agressor diz que os menores podiam ter dito ‘não’.

13 de maio de 2016 às 01:52

Os menores é que tiveram culpa. Não reagiram, nunca se opuseram. Aceitaram os abusos para se redimirem dos seus próprios pecados. Não amaram suficientemente o agressor – pai e avô das vítimas, residentes em Valongo.

A explicação, dada pelo predador sexual no Tribunal de S. João Novo, no Porto, foi desvalorizada. E o homem, contabilista, com 70 anos, foi condenado a nove anos de cadeia. Foi julgado por abusos a apenas quatro vítimas – os restantes casos já tinham prescrito.

A história do neto, vítima de abusos aos 14 anos, foi a mais impressionante. De rapaz alegre, bom aluno e desportista, transformou-se em poucos meses num adolescente problemático, agressivo e desinteressado. Isolou-se, faltou à escola, desceu as notas. Insultou a mãe e tentou agredir colegas sem razão aparente.

O seu comportamento levantou suspeitas e, interrogado pela mãe, o menor contou o que o atormentava. Há meses que era obrigado a fazer sexo com o avô. Ameaçava que o matava, que se matava, que o envergonhava perante a família.

A mãe soube logo que tinha de denunciar o seu próprio pai. Também ela, quando era adolescente, tinha sido violada. Calara os abusos, deixara que o terror se perpetuasse.

Ontem, o homem foi condenado por abusar dos quatro menores. A neta tinha quatro anos; o filho e o neto 14; a amiga da neta seis anos.

A defesa, que diz que "os menores podiam dizer não", vai recorrer. O homem já estava em prisão preventiva.

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