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Estabelecimento Prisional de Lisboa com falhas de luz

Vídeos a que o CM teve acesso mostram zonas da cadeia completamente às escuras.

Atualizado a 16 de outubro de 2026 às 09:50
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Estabelecimento Prisional de Lisboa com falhas de luz

O Estabelecimento Prisional de Lisboa, o maior do País, está há várias horas com problemas no abastecimento de eletricidade, esta quinta-feira. Segundo fonte do Sindicato de Chefias do Corpo da Guarda Prisional a falha verificou-se ao início da tarde, tendo as últimas visitas sido canceladas.

Ao que o Correio da Manhã apurou, mesmo após o anoitecer o problema ainda não se encontrava resolvido, estando, pelas 21h00, técnicos de empresas externas a tentar solucionar a situação. A cadeia recorreu também ao uso de gerador para mitigar as falhas de luz, mas, sabe o CM, este recurso não esteve sempre ligado. 

Fonte dos Serviços Prisionais referiu ao CM que o problema, não afeta a totalidade do estabelecimento, concentrando-se essencialmente nos espaços comuns, alguns corredores adjacentes e área administrativa. Garantiu ainda que os reclusos comeram à hora habitual e que as celas têm luz.

O Sindicado dos Guardas Prisionais já tinha informado, no início deste ano, para os problemas no abastecimento da eletricidade. "Ficamos sem luz na [ala] periférica em fevereiro deste ano. Reportamos [a situação] e a resposta da direção do EP é que éramos mentirosos e estava tudo bem. Está aqui a prova: não há luz dentro da cadeia", atirou Frederico Morais, Presidente do mesmo sindicato.

Considera que esta quinta-feira existiu uma "agravante". "A luz falhou às 14h30. O gerador da cadeia disparou e o senhor adjunto da direção mandou desligar o gerador. A seguir, [o gerador] não arrancou. Um dos principais culpados é a direção da cadeia, que não tem condições para dirigir o estabelecimento prisional", frisou ao CM.

Segundo a mesma fonte, os reclusos não tiveram direito à "segunda visita por falta de luz, não tiveram a alimentação no refeitório, tiveram de comer nas celas e também não tiveram os cuidados clínicos não urgentes".

A situação preocupa os guardas prisionais, que se queixam da falta de profissionais.

  Vídeos a que o CM teve acesso mostram zonas da cadeia completamente às escuras.   

Publicada originalmente a 15 de outubro de 2026 às 21:32

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