Termina a sessão. Julgamento retoma amanhã
Acaba sessão e é retomado amanhã o julgamento.
João Lopes explica que Paulo Malafaia comprou o terro porque a sua "foi a única proposta que se manteve".
João Lopes tenta explicar o motivo porque foi Paulo Malafaia a comprar o terreno, tendo em conta que foram apresentadas propostas de um valor mais elevado. O promotor imobiliário oferecia 3 milhões. "A família proprietária do terreno acabou por aceitar esta proposta porque foi a única que se manteve", afirma.
João Lopes emocionado ao recordar demissão do ‘Atlântico da Madalena’
João Lopes fica agora emocionado quando aos juízes lembra que a primeira coisa que fez após ter sido libertado, em maio de 2023, foi demitir-se do ‘Atlântico da Madalena’, clube do qual era presidente. De recordar que o advogado se encontra em prisão domiciliária à ordem deste processo.
"Ele não obteve qualquer vantagem": João Lopes garante que Patrocínio está inocente
“Eu tentei desde a primeira hora demonstrar a inocência do engenheiro Patrocínio, ele não obteve qualquer vantagem. Tentei desde a primeira hora demonstrar que os recebimentos de dinheiro que estão nas mensagens foram para mim e não para o engenheiro Patrocínio”, diz João Lopes.`^
João Lopes diz que recebeu dinheiro por causa do projeto Riversidade, na Quinta de Santo António. “Tinha de memória o valor de 25 mil euros. Recebi esse dinheiro do senhor Paulo Malafaia e do senhor Elad Dror. Foi recebido não para praticar qualquer ato ilegal, ou desempenhar qualquer ato ilegal, mas para desempenhar as minhas funções”, afirma, dizendo que foi uma prestação de serviços na qualidade de advogado
Sobre a alegada entrega de 100 mil euros em 2021 no centro comercial Norteshopping, em Matosinhos, João Lopes contesta também a acusação. “Foi pena aquando do episódio do norteshopping a equipa de vigilância não ter feito a interceção. O mito dos 100 mil euros desaparecia nesse momento”, afirma.
O advogado vai agora seguir a acusação e começa a abordar a sua intervenção no projeto 'Skyline'.
João Lopes explica que em 2018 começou por representar a família que era proprietária do terreno, que mais tarde foi escolhido para que fosse construído o projeto ‘Skyline’. Diz que ficou acordado que se vendesse o terreno iria receber uma quantia de dinheiro. Garante que nesta altura ainda não conhecia Paulo Malafaia e Elad Dror.
João Lopes começa por explicar várias questões que envolvem as negociações para a construção do centro de congressos. Refere que Patrocínio Azevedo não era o seu único contacto na autarquia e que a empresa Construções Pereira & Filhos, que detinha o terreno, poderia não ter capacidade para efetuar o projeto.
“Quanto entra o senhor Paulo Malafaia e o senhor Elad Dror neste projeto?”, questiona a juíza.
“O senhor Paulo Malafaia ligou-me de um número que eu não conhecia e que soube através do Dr. Patrocínio Azevedo que as Construções Pereira tinham um terreno para venda e se podíamos reunir”, diz João Lopes.
“Como é que o município faz um acordo destes sabendo que a Construções Pereira não tinham capacidade para avançar com o centro de congressos”, pergunta a magistrada.
“Se não conseguisse, a Câmara podia fazer uma expropriação de borla”, tenta explicar o advogado.
"Estou arrependido de ter recebido": ex-vice de Gaia sobre relógios oferecidos por João Lopes
Patrocínio Azevedo retoma o seu depoimento a falar novamente dos relógios que terá recebido. Volta a confirmar que recebeu três relógios das mãos de João Lopes, mas que foram prendas de Natal. “Um amigo falou-me que um dos relógios tinha valor, não me sentia confortável e devolvi-os ao Dr. João Lopes. Não os valorizava, não fazia coleção. Foram prendas de Natal, não valorizei. Hoje estou arrependido de ter recebido”, afirma.
O antigo ‘vice’ diz ainda que recebia muitas prendas de Natal e muitas vezes nem associava quem me dava. “Eram os serviços que tiravam dos sacos e metiam na mala do carro”, diz. O ex-autarca garante que não fazia ideia do valor dos relógios. “Eu tenho dúvidas se os relógios que recebi eram os que estão na acusação. Só olhando para ele consigo percecionar os relógios”, acrescenta. Patrocínio diz que João Lopes nunca indicou que os relógios eram dados por outras pessoas.
“Em dezembro de 2021 tive um almoço com o Dr. João Lopes e com o Paulo Malafaia e fiquei com a pulga atrás de orelha de que os relógios podiam não ser dado só por ele”, disse. O ex-vice garante que nunca escolheu qualquer peça. “Nunca escolhi nenhum relógio, nunca o vi previamente. Nunca disse gosto, não gosto”, afirma, dando conta de que chegou a dizer a João Lopes que não precisava de nada.
Procurador confronta Patrocínio Azevedo com fotografia de um relógio entregue, mas que não terá sido apreendido depois no processo. “Eu quase de certeza que não recebi este relógio. Não me lembro das marcas, só me lembro de um azul que era o que gostava mais”, diz.
“Achei que o relógio custava 200, 300 euros. Quando percebi qual era o real valor devolvi. Atendendo ao valor do relógio eu percebi que podia existir algo mais. Nunca me senti pressionado, já durante estes dias tentei provar que nunca fiquei manietado, mas quando percebi o valor não quis que ficassem dúvidas”, afirma.
“Eu nunca me senti constrangido quer do ponto de vista profissional, quer do ponto de vista político. Se calhar esse foi o meu problema, eu pensei sempre pela minha cabeça”.
Patrocínio Azevedo admite agora que quando Paulo Malafaia foi detido na operação ‘Vórtex’ - processo de corrupção em Espinho – ficou preocupado e trocou mensagens com João Lopes. “Não foi depois desta data que o senhor devolveu os relógios”, questiona o procurador. “Não, não”, afirma Patrocínio.
O antigo 'vice' acrescenta que quando devolveu os relógios a João Lopes não teve como objetivo ocultar a proveniência das ofertas.
Patrocínio Azevedo termina as suas declarações. Será feita uma pausa e depois começa o interrogatório a João Lopes, advogado e arguido do processo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.