António Macedo morreu junto aos familiares após ter sido picado num terreno da família.
Eu já fui picado. Não te aproximes das árvores." Foram as últimas palavras de António Macedo, de 47 anos, antes de morrer, após ter sido atacado ao que tudo indica por vespas-asiáticas, na quarta-feira, em Dossãos, Vila Verde. A família do emigrante na Suíça ainda não tinha este sábado a confirmação de que o ataque dos insetos assassinos tenha sido a real causa da morte. Querem explicações.
"O meu irmão disse que foi picado por vespas. Depois começou a ficar muito fraco, desmaiou e morreu ali junto a nós", foi o relato feito pela irmã de António Macedo. Muito abalada com a morte repentina e incapaz de falar ao CM, a mulher refugia-se em casa, apoiada pela família.
Já Constantino Macedo, também irmão da vítima mortal, explica que os familiares ainda tentaram socorrer António até à chegada dos meios de socorro, mas já nada conseguiram fazer.
Falta agora a confirmação das causas da morte. "O António tinha problemas cardíacos e não fazia medicação. O que o médico nos explicou é que a picada, associada aos problemas de coração, pode ter provocado um ataque cardíaco, mas ainda não há certezas de nada", vincou o familiar, inconformado com a morte de um dos elementos mais novos da família.
Este sábado, após o funeral de António Macedo, em Dossãos - no qual participaram centenas de pessoas, o presidente da junta de freguesia, Jorge Oliveira, garantiu que o ninho de vespas nos terrenos da família da vítima não estava identificado. Como medida preventiva, foi destruído pela Proteção Civil de Vila Verde.
Autópsia apura causas da morte
O cadáver de António Macedo foi autopsiado sexta-feira no Gabinete Médico-Legal e Forense do Cávado, em Braga. Os resultados finais serão determinantes para esclarecer as causas que levaram à morte repentina do emigrante após a picada de vespas.
Doença cardíaca não era vigiada
Há vários anos que António Macedo sabia que padecia de complicações cardíacas, mas ainda assim o emigrante não tomava qualquer medicação. Um dia antes da morte tinha-se queixado à madrasta de que sentia dores no peito. Não foi a uma unidade de saúde.
Vespas mataram, em 2015, homem de 63 anos
Em junho de 2015, um outro emigrante morreu vítima de um ataque de vespas asiáticas, junto à casa onde morava, em Cervães, também em Vila Verde. José da Cunha Gomes, de 63 anos, ainda conseguiu ir até casa pedir ajuda, mas caiu inanimado à frente da mulher. Foi o primeiro caso conhecido naquele concelho.
"É uma perda muito grande na família"
As circunstâncias da morte de António Macedo deixaram toda a família consternada. Constantino Macedo, que também é emigrante na Suíça, lamenta o sucedido: "É uma perda muito grande na família. Perdemos o nosso pai há menos de um ano e agora isto", referiu, interrompido pelas lágrimas que não conseguia controlar.
O emigrante diz que o irmão chegou a Vila Verde dias antes do Natal. "Era o apoio da minha irmã e tinha decidido limpar o terreno junto à casa, onde crescia um silvado", contou ao CM, frisando que quando António Macedo sofreu o ataque das vespas-asiáticas "a primeira preocupação que teve foi avisar a minha irmã para sair daquele local".
PORMENORES
Moradores alarmados
Um dos moradores de um prédio da avenida do Parque, junto ao Parque da Cidade, Porto, indicou este sábado ao CM a existência de um ninho de vespa-asiática junto ao edifício, que ainda não foi removido pelo município.
Ninho dentro de escola
Os sapadores de Gaia foram alertados para a existência de um ninho de vespa-asiática numa árvore localizada dentro do recinto da Escola Sophia de Mello Breyner, em Arcozelo, Vila Nova de Gaia.
Atinge Litoral Norte
Os distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto são os mais afetados pela vespa.
1219 ninhos subsistem
Dos 4951 ninhos identificados até novembro, 1219 ainda não foram exterminados.
Menos 30% de mel
Federação de Apicultores refere perda de rendimento de 30% na produção de mel.
Apicultura em queda
Centenas de pequenos apicultores cessaram a atividade, indica associação nortenha.
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