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Administração Interna: ex-diretor descarta luvas

Alberto Correia julgado por ajustes diretos.

11 de dezembro de 2015 às 21:30

Muitos dos mais de 70 contratos em causa foram mandados avançar pelos secretários de Estado adjuntos da Administração Interna.É esta a principal linha de defesa de João Alberto Correia, ex-diretor-geral de Infraestruturas e Equipamentos daquele ministério, que começou esta quinta-feira a ser julgado por 80 crimes, entre eles corrupção, participação económica em negócio e falsificação. Em causa está a atribuição de obras em instalações do MAI, entre 2011 e 2014, por ajuste direto a empresas de amigos que, por sua vez, lhe terão pago luvas.

"Não comento", disse apenas João Correia quando confrontado pelo CM sobre se algum desses governantes deveria também estar a ser julgado, entre os doze arguidos incluem-se um chefe da divisão de obras, um elemento do gabinete jurídico do ministério da Administração Interna e vários empresários.

O CM sabe que a defesa entende que a acusação "atropela" vários princípios do processo administrativo da atribuição de obras públicas. João Correia, que estava no cargo desde o último governo de José Sócrates, está acusado de dividir os contratos em parcelas para escapar ao Tribunal de Contas.Afirma o Ministério Público que 30 obras foram entregues ao empresário Henrique Oliveira, com quem partilha a mesma loja maçónica. Eram combinados preços inflacionados. O remanescente ficava para o ex-diretor-geral.

João Correia foi perdendo confiança dos ministros. Começou por poder autorizar obras até 1 milhão, mas depois passou para 500 mil e acabou nos 100 mil euros. Os esquemas terão lesado o Estado em perto de 900 mil euros.

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