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Correio da Manhã

Portugal
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Triatleta foi morto com um tiro na cabeça. Mulher e amante presos por homicídio

Luís Miguel Grilo foi encontrado nu e com um saco enfiado na cabeça, na zona de Avis.
Henrique Machado 26 de Setembro de 2018 às 19:42
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Tese de crime passional ganha força na morte do triatleta de Alenquer

Rosa Grilo, viúva do triatleta Luís Miguel Grilo, cujo corpo foi encontrado a 24 de agosto, nu e com um saco enfiado na cabeça, na zona de Avis – terra natal da mulher - foi detida esta quarta-feira pela Polícia Judiciária de Lisboa, sob suspeita de ter sido a mandante do crime, apurou o CM.

A PJ também avançou para buscas a um homem, cúmplice e amante da viúva, e que agora se sabe ser o proprietário da arma utilizada no crime. Indicado pela execução do homicídio, o homem ficou igualmente detido e deverão ser ambos presentes esta sexta-feira a tribunal.

Em declarações aos jornalistas, a PJ avançou que este crime terá surgido por motivações sentimentais e financeiras, pelo que foi premeditado pelos homicidas, tendo também em consideração os atos cometidos posteriormente ao crime.

A vítima, de 50 anos, tinha sido dada como desaparecida pelas 16h30 de 16 de julho, de Alenquer, onde vivia com a família, depois de ter dito à mulher que iria fazer um treino de bicicleta. Esta foi a versão apresentada na altura por Rosa Grilo à PJ, e ao CM, mostrando estranheza pelo desaparecimento e apelando às buscas para que o marido fosse encontrado. Num novo comunicado, a PJ esclareceu que a vítima morreu na sequência de um disparo, cuja arma de fogo (que pertencia ao homem) e outros elementos de relevante valor probatório já se encontram na posse dos investigadores.

Confrontada, no início deste mês, com as suspeitas que poderiam recair sobre ela, Rosa afirmou: "Não, de todo. Não tenho nada a ver com isso". E adiantou que, face aos ferimentos que o marido apresentava quando foi encontrado morto, acreditava na hipótese de um acidente de trânsito.

Família, amigos e colegas de treino procuraram a vítima durante dias, sem sucesso. O corpo acabou por ser encontrado cinco semanas depois, a 24 de agosto, já em elevado grau de decomposição mas com marcas, sobretudo ao nível da cabeça, de extrema violência – o que indiciava ter-se tratado de um crime de raiva, cometido por vingança. Luís e Rosa tinham uma empresa do ramo informático, em Alverca, que agora ficou apenas nas mãos da mulher.


A PJ sempre apontou para crime de natureza passional, cometido às ordens de alguém do círculo íntimo da vítima – o que veio agora a confirmar-se. 

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