page view

Exército posiciona meios de prevenção junto à bacia do Mondego

Em causa está o caso de necessidade de auxílio a situações de cheias causadas pela tempestade Leonardo, e mantém militares em 19 municípios do país.

05 de fevereiro de 2026 às 12:02

O Exército português tem meios posicionados junto à bacia hidrográfica do Mondego em caso de necessidade de auxílio a situações de cheias causadas pela tempestade Leonardo, e mantém militares em 19 municípios do país.

Em comunicado, este ramo das Forças Armadas adianta que "face ao risco associado à bacia hidrográfica do Mondego" existem um conjunto de meios já posicionados no terreno para eventual emprego.

O Exército está preparado para intervir caso seja necessário retirar pessoas de um determinado local, limpar terrenos, recuperar viaturas, tendo ainda barreiras de contenção, bombagem, alojamento e alimentação, apoio sanitário e intervenção psicológica, bem como viaturas todo-o-terreno e equipas de botes.

Ao início da manhã, de acordo com o mesmo comunicado, o Exército mantém militares em 19 municípios do país, "em coordenação com as autoridades competentes".

"No terreno, prosseguem ações de limpeza e desobstrução, engenharia, reforço de comunicações, energia/iluminação, busca e evacuação, bem como apoio logístico e alojamento, mantendo-se meios em prontidão", lê-se no comunicado.

O ramo acrescenta que também tem ativada uma equipa de informação geoespacial, "disponibilizando cartografia e produtos satélite para acompanhamento permanente das áreas inundadas e apoio ao planeamento operacional".

No total, incluindo os três ramos - Exército, Marinha e Força Aérea -, já estão no terreno cerca de dois mil militares, de acordo com o último balanço feito pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Portugal continental está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo com chuva persistente e por vezes forte e vento, tendo sido emitidos avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Onze pessoas morreram desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8