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Falta de gás afeta refeições escolares de 240 alunos em Ponte de Lima

Crianças comeram sopa e carne cozida, uma vez que não havia gás para confecionar o acompanhamento. Pais ficaram desgradados com a situação.

09 de novembro de 2017 às 13:53

O centro escolar da Facha, em Ponte de Lima ficou sem gás, na quarta-feira, pelas 11h30, o que condicionou a confeção do almoço dos 240 alunos, situação resolvida esta quinta-feira, disse à Lusa a presidente da associação de pais.

"O camião da empresa fornecedora do gás chegou, hoje, cerca das 10h30, para reabastecer os depósitos, mas não vamos poder utilizar esse gás para a confeção do almoço, porque os níveis dos depósitos ficaram tão baixos que o produto vai ter de assentar. Em alternativa, a Câmara de Ponte de Lima instalou duas botijas de gás para podermos preparar a refeição das crianças", afirmou à Lusa Paula Araújo.

A presidente da Associação de Pais do centro escolar da Facha, com 240 crianças do jardim-de-infância e do primeiro ciclo de ensino básico, com idades entre os três e os dez anos, contou que, na quarta-feira, "as crianças ficaram com fome porque a falta de gás não permitiu confecionar a refeição completa".

"Comeram a sopa e a carne cozida porque já não houve gás para confecionar o acompanhamento. Os pais ficaram desagradados com a situação que, em nove anos de existência do centro escolar, é a primeira vez que acontece", disse Paula Ribeiro.

A presidente da associação de pais, entidade responsável pelo funcionamento da cantina escolar, não soube esclarecer as razões da falta de reabastecimento dos depósitos por parte da Petrogal, adiantando que, "tecnicamente, a empresa tem forma de monitorizar os níveis de gás".

Contactado pela Lusa, o vereador da Educação da Câmara de Ponte de Lima, Paulo Sousa, afirmou que o município "vai questionar a empresa das razões da falha no abastecimento de gás propano a granel", indicando que "em 2016 a mesma falha afetou outro centro escolar do concelho".

"Há um incumprimento do contrato estabelecido entre a câmara municipal e a Petrogal. Está no contrato que a aferição do nível de combustível é da responsabilidade da empresa, a qual deve abastecer o depósito. Vamos questionar a empresa sobre as razões que terão estado na origem desta situação", afirmou, lamentando os "incómodos causados".

"Felizmente, o problema está ultrapassado", disse.

Fonte da empresa disse à Lusa que "houve uma falha logística cujos motivos estão a ser apurados para evitar que casos semelhantes se venham a repetir".

A mesma fonte referiu ainda que "o fornecimento de gás foi reposto esta quimn de manhã".

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