page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Funcionários judiciais vão apresentar queixa na ordem contra advogado de José Sócrates

Sindicato repudiou que José Preto tenha acusado os profissionais de divulgarem à comunicação social que "havia assumido a representação de José Sócrates" na 'Operação Marquês'.

29 de novembro de 2025 às 17:26

O Sindicato dos Funcionários Judiciais anunciou, este sábado, que vai apresentar queixa na Ordem dos Advogados contra o novo advogado de José Sócrates na 'Operação Marquês', José Preto, na sequência das insinuações feitas pelo profissional num requerimento enviado à juíza e divulgado esta sexta-feira, no Jornal da Noite da SIC. Numa nota de repúdio, o Sindicato dos Funcionários Judiciais afirmou que José Preto insinuou "que teriam sido funcionários judiciais a divulgar à comunicação social a informação de que havia assumido a representação do arguido José Sócrates".

Na mesma nota a que o CM teve acesso, os funcionários judiciais deixam claro que as insinuações são "manifestamente infundadas, injuriosas e desadequadas" e revelam "um incompreensível nervosismo por parte do subscritor", uma vez que, o processo da 'Operação Marquês' é público, tem como assistentes vários jornalistas e todos os intervenientes processuais, são notificados eletronicamente dos atos praticados, incluindo o requerimento apresentado pelo próprio advogado". Além disso, o requerimento de representação foi submetido na plataforma Citius pelo que, "todos os intervenientes processuais — magistrados do Ministério Público e judiciais, os 22 arguidos e seus múltiplos mandatários, uma dezena de assistentes e seus mandatários— tiveram imediato acesso ao seu conteúdo".

Os funcionários judiciais consideraram que as acusações proferidas por José Preto "violaram" o dever deontológico do advogado quanto ao uso de "linguagem adequada" e "respeito de todos os intervenientes com urbanidade".

"Tal dever encontra-se consagrado no artigo 95.º do Estatuto da Ordem dos Advogados, que impõe urbanidade para com magistrados, colegas, peritos, testemunhas e oficiais de justiça. As imputações proferidas pelo senhor advogado José Preto violam frontalmente este dever profissional, sendo, por isso, totalmente inaceitáveis. Face à gravidade das declarações, o Sindicato informa que as mesmas serão objeto de queixa para a Ordem dos Advogados e de participação criminal, por configurarem afirmações difamatórias dirigidas a toda a classe. A Justiça deve ser tratada com verdade e seriedade. Os funcionários judiciais — oficiais de justiça — merecem respeito!", declararam.

Recorde-se que, depois da nomeação, José Preto, novo advogado do antigo primeiro-ministro, pediu um prazo de cinco meses e meio para conhecer e consultar o megaprocesso da 'Operação Marquês'.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8