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Correio da Manhã

Portugal
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Furta crânio humano na noite da Consoada

Ex-coveiro levava crânio e ossadas num saco, foi detido pela GNR e terá que ser sujeito a avaliação psíquica.
Paulo Jorge Duarte 28 de Dezembro de 2019 às 10:26
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GNR deteve um suspeito de 56 anos.
"Eu não consigo compreender isto. Roubar a cabeça de um cadáver de uma campa do nosso cemitério e, ainda por cima, na noite de Natal". O desabafo é de Augusto Louro, morador de Santo André de Vagos, revoltado com o furto do crânio de uma mulher que morreu em 2016, aos 83 anos.

O suspeito, ex-coveiro de 56 anos e morador em Seixo de Mira, foi detido pela GNR, perto do cemitério, pelas 03h00 da madrugada do dia 25. Tinha um saco de plástico com o crânio e ossadas. Ficou com termo de identidade e residência, e será sujeito a uma avaliação psíquica.

Augusto Louro tem os corpos do pai e do sogro depositados num jazigo daquele cemitério. "Ainda bem que a GNR apanhou o suspeito porque, se dou com ele aqui, ainda fazia uma asneira. Quem não respeita os mortos não respeita ninguém", acrescentou ao CM.

Em dois meses, esta foi a segunda vez que o cemitério de Santo André de Vagos foi vandalizado. No início de novembro, dois corpos - um deles embalsamado - foram furtados de um jazigo. "Ainda não sabemos se estes dois crimes estão relacionados. No entanto, esta pode ser a ponta do fio que nos poderá levar à descoberta do paradeiro dos cadáveres do meu pai e do meu tio", revelou Adérito Ferreira, familiar.

O suspeito do furto ocorrido nesta véspera de Natal foi presente, na quinta-feira, ao Tribunal de Vagos. Saiu em liberdade, mas terá que se sujeitar a um exame de avaliação psíquica.
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