Sem hipótese de ter uma pena suspensa, o arguido Paulo Camacho foi, ontem, condenado pelo colectivo de juízes do Tribunal de São João Novo, no Porto, a quatro anos e seis meses de prisão no âmbito do processo da ‘Noite Branca’ relativo ao tráfico de estupefacientes. Já os restantes três arguidos, Mauro Santos, braço-direito de ‘Pidá’, Fernando Martins (‘Beckham’) e Paulo Aleixo – pertencentes ao gang da Ribeira – foram absolvidos.
O caso remonta a 16 Dezembro de 2007, altura em que a PJ realizou cerca de cinquenta buscas domiciliárias no âmbito das mortes do caso ‘Noite Branca’. No prédio onde moravam os três elementos do gang da Ribeira, na rua dos Mercadores, foi encontrado no vão da escada um carrinho de compras com dois quilos de cocaína e um de heroína, que valiam cerca de 250 mil euros.
Enquanto ficou provado que o madeirense Paulo Camacho tinha manuseado a droga, uma vez que foram encontradas três impressões digitais de elevada qualidade na película aderente que envolvia as embalagens, não se conseguiu confirmar a propriedade da mesma. "Poderia ser de qualquer um que entrasse no prédio", alegou o juiz, ontem, na leitura da sentença. O tribunal determinou ainda que não suspendia a pena de prisão pela quantidade e qualidade da droga encontrada e para prevenir que o arguido não volte ao tráfico.
O advogado do condenado, Gil Balsemão, admite recorrer da sentença.
"Atendendo ao facto de ser ex--toxicodependente e de não ter antecedentes criminais, merece ter pena suspensa. E assumiu o que fez", adiantou aos jornalistas.
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