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Correio da Manhã

Portugal
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Gerente bancário condenado por roubar banco

Homem foi condenado a cinco anos de prisão efetiva.
12 de Maio de 2015 às 20:08
Tribunal de Braga julgou caso de homem que se apropriou de cerca de 240 mil euros do banco onde trabalhava
Tribunal de Braga julgou caso de homem que se apropriou de cerca de 240 mil euros do banco onde trabalhava FOTO: Eduardo Martins 
O Tribunal de Braga condenou esta terça-feira a cinco anos de prisão efetiva o antigo gerente de uma delegação bancária de Forjães, Esposende, por se ter apropriado de cerca de 240 mil euros pertencentes ao banco em que trabalhava.

O arguido foi condenado pelos crimes de burla qualificada e de falsificação de documentos agravada. Terá ainda de ressarcir o banco da quantia de que se apoderou indevidamente.

O coletivo de juízes justificou a decisão de não suspender a pena pelo facto de não existir "relação de confiança" entre o tribunal e o arguido. A juíza presidente sublinhou que o arguido "não deu mostras de se aperceber da gravidade da sua conduta", além de não ter feito ainda "qualquer contacto" no sentido de começar a ressarcir o banco.

Esquema criminoso durou 7 anos
Destacou ainda o largo período (7 anos) durante o qual o arguido pôs em prática o "esquema" para se apoderar do dinheiro do banco e o número de operações bancárias e documentos falsificados envolvidos no processo, para vincar que o ex-gerente bancário "tendência para praticar factos ilícitos".

O arguido foi, durante 20 anos, funcionário de uma delegação bancária em Forjães, Esposende, sendo que nos últimos 8 assumiu o cargo de diretor. Entretanto, e segundo o tribunal, a sociedade da mulher começou a passar por dificuldades financeiras, acumulando dívidas que ascendiam a 100 mil euros.

Para regularizar essas dívidas e sustentar o modo de vida familiar, o arguido começou a cometer "irregularidades atrás de irregularidades" no banco, falsificando assinaturas de outras pessoas para levantamentos em numerário, livranças e propostas de aprovação de crédito.

Uma atuação que, segundo o tribunal, "foi sempre em crescendo" e que o arguido só parou "quando foi descoberto".
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