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Correio da Manhã

Portugal
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GOE à espera

A missão do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP em Riade, capital da Arábia Saudita, está num impasse. Apesar de as instalações da embaixada portuguesa naquele país do Golfo Pérsico já terem sofrido as alterações solicitadas pelo comando daquela unidade da Polícia, falta ainda uma decisão política que dê luz verde para o avanço dos operacionais.
2 de Maio de 2005 às 00:00
O Grupo de Operacionais Especiais da PSP já protege os diplomatas portugueses no Iraque
O Grupo de Operacionais Especiais da PSP já protege os diplomatas portugueses no Iraque FOTO: d.r.
Pedida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), em finais de 2004, a missão visa proteger a representação diplomática portuguesa em Riade (composta pelo embaixador e mais oito funcionários), ameaçada pelo crescendo do terrorismo.
No entanto, antes de aceitar enviar uma equipa formada por 14 operacionais para Riade, o comando do GOE enviou uma missão de reconhecimento à capital saudita.
De volta a Portugal, os operacionais comandados pelo subintendente Magina da Silva efectuaram um relatório que, depois de aprovado, foi entregue ao Governo. E no documento foram estabelecidas algumas condições fundamentais para o avanço da missão.
A primeira das quais já está, ao que o CM apurou, cumprida. Nos últimos dois meses, as instalações da embaixada portuguesa foram alvo de diversos melhoramentos: Reforço dos muros que rodeiam a chancelaria e os aposentos do embaixador. Colocação de portões mais fortes e construção de um espaço para alojamento dos 14 elementos integrantes da missão”, disse ao CM fonte policial.
No entanto, permanece por consumar o negócio de compra, por parte do MNE, de dois veículos blindados. As viaturas são, à semelhança do que se passa na embaixada portuguesa no Iraque, imprescindíveis para o êxito do trabalho de protecção às instalações diplomáticas lusas em Riade.
O impasse que neste momento envolve a missão é completado pela ausência da luz verde política para o avanço dos elementos do GOE.
A decisão final pertence agora ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral.
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