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Correio da Manhã

Portugal

Homem de 74 anos nega ter matado vizinho à facada

Suspeito diz que agrediu, mas que não tinha qualquer faca. Caso ocorreu em Aveiro.
Paulo Jorge Duarte 2 de Abril de 2019 às 08:29
Ramiro Fonseca suspeito de homicídio
José Silva, vítima
Crime ocorreu em junho do ano passado, em Aveiro
Ramiro Fonseca suspeito de homicídio
José Silva, vítima
Crime ocorreu em junho do ano passado, em Aveiro
Ramiro Fonseca suspeito de homicídio
José Silva, vítima
Crime ocorreu em junho do ano passado, em Aveiro
"Não sei como é que a minha navalha foi parar ao pé do corpo, não fui eu que esfaqueei o vizinho. Quando estava a discutir com o José Silva dei-lhe duas bofetadas e ele caiu e bateu com a cabeça na esquina de um degrau".

As palavras são de Ramiro Fonseca, 74 anos, e foram proferidas esta segunda-feira, no Tribunal de Aveiro, onde está a ser julgado pelo homicídio de José Silva, de 39 anos, em julho do ano passado, na rua Príncipe Perfeito.

"Voltei para o meu quarto e foi quando ouvi alguém aos gritos a dizer que o homem tinha sido esfaqueado. Eu não tinha nenhuma faca comigo", acrescentou o arguido, durante a primeira sessão do julgamento.

O caso ocorreu nas escadas do do prédio onde o suspeito e a vítima moravam. Já tinham discutido, na véspera, por causa do fumo de um grelhador.

Segundo a acusação, Ramiro Fonseca esfaqueou José Silva nas costas e depois no pescoço. "Era a minha ex-companheira quem tinha a minha navalha, no quarto dela, porque tinha estado a amanhar peixe no dia anterior", argumentou o suspeito.

Na mesma sessão, foram ouvidas várias testemunhas. Nenhuma viu o esfaqueamento.

PORMENORES
Local do homicídio
Segundo a acusação do Ministério Público, o esfaqueamento ocorreu no patamar das escadas do primeiro andar do edifício onde o suspeito e a vítima moravam. O prédio está localizado na rua Príncipe Perfeito, junto ao Tribunal de Instrução Criminal de Aveiro e ao DIAP.

Medidas de coação
Ramiro Fonseca foi presente ao juiz de instrução criminal cerca de 36 horas após o homicídio, para ser ouvido em primeiro interrogatório judicial. O juiz decretou ao suspeito a medida de coação de prisão preventiva.
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